Fundado em 1858, o Colégio Marista Arquidiocesano reúne mais de dois mil alunos atualmente e tem prédio histórico inaugurado em 1935
O Colégio Marista Arquidiocesano completa 168 anos neste domingo (25), na mesma data em que a cidade de São Paulo celebra seu aniversário, reforçando um protagonismo educacional construído ao longo de gerações. Fundado em 1858, o colégio reúne hoje mais de dois mil alunos e segue como referência para famílias que mantêm laços históricos com a instituição, com diferentes gerações passando pelas mesmas salas de aula.
O peso dessa trajetória aparece também nos números. No último ciclo de resultados, o Arquidiocesano registrou mais de 300 aprovações, incluindo quase 60 ingressos em universidades públicas como USP, UNESP, UNICAMP e federais. Entre os destaques estão 1º lugar na USP via ENEM e 3º lugar na POLI-USP, além de aprovações internacionais. Na redação do ENEM, mais de 40 estudantes ultrapassaram 900 pontos.
A cultura acadêmica do colégio também se reflete em competições científicas. Em 2025, os estudantes conquistaram mais de 500 premiações em olimpíadas do conhecimento, incluindo medalhas na Olimpíada Internacional Canguru de Matemática e na OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática).
Na Vila Mariana, onde está instalado, o Arquidiocesano ocupa um prédio histórico que se tornou referência no bairro. Inaugurado em 1935, foi projetado como uma escola moderna para a época, com estrutura planejada, iluminação controlada e laboratórios. “O prédio da Vila Mariana era uma obra grandiosa, pensada em cada detalhe: estrutura incombustível, iluminação controlada, salas especiais e laboratórios bem equipados”, destaca Ricardo Tomasiello Pedro, responsável pela coordenação das bibliotecas do colégio.
A história do Arquidiocesano acompanha o crescimento urbano da capital. Antes da Vila Mariana, a instituição funcionava na região da Avenida Tiradentes, em uma construção de taipa de pilão. “A mudança tem uma lógica urbana muito clara: a cidade foi engolindo o colégio antigo. A região ficou pequena, tumultuada, e a estrutura já não atendia às exigências de uma escola para os novos tempos”, afirma Ricardo.
Um dos episódios que marcam essa trajetória ocorreu em 1918, durante a Gripe Espanhola, quando o colégio suspendeu as atividades e teve suas instalações adaptadas como hospital provisório, com atendimento de mais de 300 pacientes. “Os relatos mostram que só se teve dimensão real do problema quando os primeiros pacientes começaram a chegar. O colégio já tinha estrutura de internato, com camas e organização interna, e isso permitiu que as instalações fossem adaptadas rapidamente”, completa Ricardo.
Além do desempenho acadêmico, a instituição também chama atenção por resultados concretos em ações solidárias. No Festival Champagnat 2025, gincana cultural promovida pelo colégio que une celebração, esporte, arte, cultura e solidariedade, foram arrecadadas 16,3 toneladas de alimentos não perecíveis, além de produtos de higiene. As doações beneficiaram 29 instituições sociais que dão assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Ao longo dos anos, o Arquidiocesano formou nomes que marcaram o país. Na política, passaram por suas salas de aula dois ex-presidentes da República, Jânio Quadros e Wenceslau Bráz, além de figuras como Rubens Paiva. Na cultura, estão entre os ex-alunos Paulo Autran, Armando Bógus, Mariana Ximenes, Rodrigo Faro e Manu Gavassi.
“Com 168 anos de história, o Colégio Marista Arquidiocesano segue como referência em educação porque soube unir, ao longo do tempo, a história com a inovação, mantendo uma proposta pedagógica atualizada e profundamente conectada à cidade de São Paulo”, afirma Everson Caleff Ramos, diretor-geral do Colégio Marista Arquidiocesano.





