Coronel Rosses chama prefeito de Manaus de “merda” e denuncia suposto gasto de R$ 600 mil com Leo Dias e de quebra afirma que portais recebem mesadas

MANAUS – O vereador Coronel Rosses (PL) subiu o tom das críticas contra a atual gestão municipal em um vídeo que circula nas redes sociais. Sem poupar palavras, o parlamentar atacou diretamente a conduta do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), utilizando termos ofensivos e chegando a chamá-lo de “merda” ao questionar a moralidade dos gastos públicos da prefeitura.

O “Cifrão” dos Influenciadores

O ponto central da denúncia de Rosses é o pagamento de cachês a figuras nacionais da mídia. Segundo o vereador, o apresentador Leo Dias teria recebido R$ 180 mil para cobrir apenas o Réveillon de Manaus. Rosses traçou um comparativo com a Prefeitura de São Paulo, sugerindo que o valor pago pela capital amazonense destoa da realidade de mercado.

Mais grave ainda, o parlamentar afirmou que, ao somar as participações de Leo Dias em outros eventos, como o festival “Sou Manaus”, o montante total destinado ao blogueiro pode chegar a quase R$ 600 mil. Para o vereador, esse gasto é um acinte à população, que convive com ruas esburacadas e problemas crônicos de alagamento.

Acusações aos Portais: A Polêmica da “Mesada”

Além do ataque ao prefeito, Rosses direcionou sua artilharia contra a imprensa local. O vereador afirmou que a informação sobre o pagamento de Leo Dias teria vazado por meio de “portais parceiros da prefeitura que estão com a mesada atrasada”.

A declaração insinua que veículos de comunicação estariam divulgando os valores via WhatsApp como forma de retaliação pela demora em receber seus repasses. A parte mais polêmica da fala diz:

“Enquanto esperam o pagamento deles cair, Leo Dias levou R$ 180 mil da prefeitura de Manaus.”

Repercussão e Indignação

A fala do vereador gerou imediata reação no setor de comunicação. Profissionais e gestores de portais que atuam de forma legalizada e transparente, emitindo notas fiscais e seguindo os ritos contratuais, repudiaram o termo “mesada”. A crítica é que o parlamentar, ao usar uma expressão pejorativa que remete a pagamentos ilícitos, tenta descredibilizar o trabalho de empresas sérias que prestam serviços de publicidade institucional.

Enquanto Rosses foca nos gastos de propaganda — alegando que Almeida é o gestor que mais gasta por habitante nessa área no Brasil —, o embate político se desloca agora para o campo jurídico, onde o vereador poderá ter que provar as acusações de favorecimento e os valores citados.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Manaus e o vereador Coronel Rosses não haviam se manifestado oficialmente sobre as possíveis ações judiciais decorrentes das ofensas à categoria dos portais de notícias.

Foto: Portal Rios

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