MANAUS (AM) – Sob o slogan “Acorda, Brasil”, milhares de manifestantes ocuparam a Ponta Negra, na zona Oeste de Manaus, neste domingo (1º de março). O ato, que reuniu as principais lideranças da direita amazonense, serviu como plataforma para o lançamento de pautas conservadoras e críticas contundentes às gestões municipal, estadual e federal.
O movimento teve início com uma carreata de caminhoneiros e motociclistas que partiu da Avenida das Torres, culminando em uma grande concentração no anfiteatro da Ponta Negra. Entre as bandeiras defendidas estavam o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República e o pedido de anistia ampla para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Foco no Amazonas
A pré-candidata ao governo, Professora Maria do Carmo (PL), destacou a necessidade de renovação política. “Nós temos a oportunidade de mudar a política no Brasil e no Amazonas. Cada um de nós é um soldado na defesa dos nossos direitos e do futuro dos nossos filhos”, afirmou a pré-candidata, enfatizando que a mudança depende da mobilização popular.
Elevação de tom
O vereador Sargento Salazar protagonizou um dos momentos mais incisivos do evento. Em um discurso focado na política regional, Salazar subiu o tom contra o governador Wilson Lima, rotulando-o como o “pior governador do país”. O parlamentar acusou a atual gestão estadual de ser um entrave ao desenvolvimento do Amazonas e convocou os apoiadores a barrar qualquer tentativa de aproximação do governador com o eleitorado de direita.
O ato encerrou-se com manifestações contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Governo Federal, consolidando a Ponta Negra como o principal palco de resistência da oposição no estado.







