A consolidação de Omar Aziz na liderança da corrida ao Governo do Amazonas, com índices que variam entre 32% e 35% na última pesquisa Direto ao Ponto, apresenta apenas uma parte do cenário político atual. O que os números ainda não detalham é o impacto real que a entrada definitiva de Roberto Cidade pode causar na estrutura do primeiro turno. Com a menor rejeição entre todos os nomes testados e um vasto campo de crescimento devido ao alto índice de desconhecimento, o presidente da Assembleia Legislativa surge como a variável capaz de desequilibrar a polarização entre Maria do Carmo e David Almeida.
A eventual candidatura de Cidade, especialmente se impulsionada pela máquina estadual, alteraria a matemática eleitoral ao fragmentar o eleitorado de centro e do interior, onde Omar Aziz hoje domina. Como o parlamentar possui uma forte rede de influência junto aos prefeitos e baixa resistência entre os eleitores, sua presença no tabuleiro tende a forçar uma prorrogação da disputa, retirando votos de candidatos que hoje ocupam o pelotão intermediário.
O Poder da Articulação
Seja como cabeça de chapa ou como um vice estratégico em uma composição majoritária, Roberto Cidade detém o poder de reconfigurar as alianças e os fluxos de votos. O silêncio dos números atuais sobre sua candidatura oficial esconde o fato de que ele é, hoje, o principal articulador capaz de determinar:
Se a eleição será decidida entre figuras tradicionais;
Ou se uma nova força política assumirá o protagonismo na reta final do pleito amazonense.





