Lula precisa ser internado urgente/ Opinião | 13 de março de 2026

O que o Brasil testemunhou hoje no Rio de Janeiro não foi um ato de diplomacia, mas um sintoma claro de que algo não vai bem no Palácio do Planalto. Ao anunciar, com um tom de quem resolve uma briga de vizinhos, que proibiu a entrada de um assessor americano no Brasil “até que liberem o visto do meu ministro”, o presidente Lula cruzou a linha da razoabilidade política.

A Diplomacia do “Olho por Olho”
A decisão de revogar o visto de Darren Beattie, aliado de Donald Trump, sob o pretexto de reciprocidade pelo caso de Alexandre Padilha, é o ápice de um isolamento perigoso. Tratar relações de Estado como um jogo de retaliações pessoais — onde a entrada de um funcionário estrangeiro é moeda de troca para o passaporte de um aliado — é, no mínimo, preocupante.

Onde está o Itamaraty? Onde está a sobriedade que o cargo exige? A urgência de uma “internação” política ou de um freio de arrumação é nítida. O presidente parece ignorar que o Brasil não é um sindicato e que as relações com a maior economia do mundo não podem ser pautadas por picuinhas de vistos vencidos ou bloqueados.

O Perigo do Desequilíbrio
Quando um mandatário usa o palanque de inauguração de um hospital para personalizar conflitos internacionais, ele demonstra um distanciamento da realidade que o país não pode ignorar. Proibir um assessor de visitar um ex-presidente preso — independentemente de quem seja — usando como justificativa o visto de uma criança de 10 anos (filha de Padilha) é um argumento emocional que não cabe na mesa de um Chefe de Estado.

O diagnóstico é grave: o governo parece ter perdido o senso de proporção. Se não houver uma intervenção imediata no modo como o Brasil se posiciona perante o mundo, o prejuízo diplomático será irreversível. Alguém precisa parar essa “loucura” antes que o isolamento seja total.

Opinião: Ronaldo Aleixo

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui