
Manaus – A análise da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) do vereador Eduardo Alfaia em 2025 revela um mandato que opera no limite do orçamento. Dos R$ 363.944,35 disponíveis para o ano, o parlamentar utilizou R$ 360.919,49, deixando as contas da liderança do governo com um saldo residual de menos de 1%.
A “Farra dos Postos”: Dezenas de notas fiscais O gabinete de Alfaia apresenta uma logística curiosa: em vez de concentrar o abastecimento, o vereador apresenta dezenas de notas de valores baixos (muitas entre R$ 60,00 e R$ 75,00) em postos espalhados por toda Manaus, como Gurgel, Mucuripe e Santos Dumont. Essa fragmentação dificulta o controle imediato do consumo, mas a soma revela um gasto contínuo e volumoso que serve para manter sua base política em movimento.
Blindagem Técnica e Publicidade Além do combustível, o vereador destinou valores vultosos à empresa Mota e Mota Comércio LTDA. Foram pelo menos três pagamentos de R$ 8.000,00 sob a justificativa de “Consultoria Técnica”. Como principal defensor da gestão David Almeida na Câmara, Alfaia utiliza esses serviços para embasar defesas jurídicas e políticas de projetos polêmicos da prefeitura, além de investir na própria divulgação para manter sua imagem vinculada às entregas do Executivo.
Contexto Político: O “Braço Direito” na CMM
Diferente de vereadores independentes, Alfaia usa sua cota para sustentar a estrutura de Líder do Prefeito. Isso significa que o dinheiro público pago pelo cidadão de Manaus está financiando a articulação necessária para aprovar os projetos enviados por David Almeida, o que explica o uso de quase 100% da verba disponível.




