Maria do Carmo reage a articulações na ALEAM e nega “acordo de gabinete”: “O povo está cansado”

MANAUS – A temperatura política no Amazonas subiu nesta quarta-feira (8/4). Após as movimentações na Assembleia Legislativa (ALEAM) indicarem um “superbloco” entre PL e União Brasil para a eleição indireta, a pré-candidata ao Governo, Professora Maria do Carmo (PL), veio a público para marcar território e desmentir qualquer alinhamento com a cúpula governista.

Em tom crítico, Maria do Carmo classificou como fake news as informações que vinculam seu nome às negociações de bastidores. A pré-candidata questionou abertamente a renúncia do vice-governador Tadeu de Souza, sugerindo que a manobra visa transferir o poder para as mãos de poucos deputados.

O Questionamento sobre a Máquina Pública
Para a Professora, a eleição indireta não é apenas um rito administrativo, mas uma estratégia eleitoral para o pleito de outubro. Ela alertou sobre o uso da “caneta” e da estrutura estadual para influenciar o voto popular:

“Trata-se de ter a máquina na mão para depois bater na porta do eleitor com o poder já instalado. Querem governar o Amazonas ou usar o Amazonas?”, provocou.

“PL é a cabeça, não o apêndice”
Maria do Carmo reforçou que o PL, por representar a força de Bolsonaro e da direita, não deve se submeter a decisões tomadas longe do povo. Ao se distanciar do grupo de Roberto Cidade e Wilson Lima, ela tenta blindar sua imagem contra o desgaste da “velha política”, focando no crescimento que vem apresentando nas pesquisas.

“Não participo desse jogo. Não apoio esse tipo de articulação e não vou compactuar com decisões feitas em gabinete”, garantiu a pré-candidata, encerrando com um recado direto aos articuladores da ALEAM: quem decide o futuro do estado é o povo, e não as coligações de gabinete.

Análise do Cenário
Com essa declaração, Maria do Carmo cria uma “terceira via interna” dentro do próprio PL. Enquanto a bancada de deputados estaduais parece caminhar para a base governista, a pré-candidata aposta no discurso de independência e renovação. Resta saber como o eleitor conservador e os aliados de nomes como Sargento Salazar reagirão a essa divisão clara entre a cúpula partidária na Assembleia e o discurso da candidatura majoritária.

Texto: Redação Chumbo Grosso / O Metropolitano News/ Cobras da Direita.

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