O “Dossiê Ponta Negra”: Como Leo Dias transformou o silêncio em um império de R$ 600 mil mensais (ele diz em VÍDEO)

Faturamento de R$ 600 mil mensais, Cachê de R$ 30 mil por sequência de stories, Recebimento de valores para abafar notícias, Contratos sem transparência com prefeituras, Publicidade oculta disfarçada de jornalismo, Uso de verba pública para promoção pessoal de políticos, Falta de sinalização de conteúdo patrocinado, Blindagem midiática de gestores públicos, Omissão de contratos no Portal da Transparência, Transformação de furos jornalísticos em moeda de troca, Monetização do silêncio, Conflito ético entre jornalismo e publicidade institucional.

David Almeida, prefeito de Manaus, em entrevista para Leo Dias (Crédito: portal LeoDias)

MANAUS – Enquanto o céu se iluminava com fogos no Complexo Turístico da Ponta Negra, uma pergunta ganhava força nos bastidores da política amazonense: quanto custou aos cofres públicos a “blindagem” midiática de Léo Dias para o prefeito David Almeida?

O colunista, que recentemente deixou vazar em entrevista ao Tá Benito Podcast que seu portal fatura até R$ 600 mil por mês e que cobra entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por apenas uma sequência de stories, marcou presença VIP no Réveillon de Manaus. Sua atuação, no entanto, distou do jornalismo crítico: Dias realizou entrevistas laudatórias com o prefeito e o vice, Renato Junior, funcionando como uma peça de propaganda institucional de luxo.

Polêmicas

Faturamento de R$ 600 mil mensais, Cachê de R$ 30 mil por sequência de stories, Recebimento de valores para abafar notícias, Contratos sem transparência com prefeituras, Publicidade oculta disfarçada de jornalismo, Uso de verba pública para promoção pessoal de políticos, Falta de sinalização de conteúdo patrocinado, Blindagem midiática de gestores públicos, Omissão de contratos no Portal da Transparência, Transformação de furos jornalísticos em moeda de troca, Monetização do silêncio, Conflito ético entre jornalismo e publicidade institucional.

O “Modus Operandi” da publicidade oculta

A presença de Dias em Manaus não é um caso isolado, mas segue um padrão já visto em outras capitais. Em São Paulo, o jornalista recebeu cerca de R$ 837 mil da gestão Ricardo Nunes para realizar coberturas similares — onde entrevistas com o gestor eram vendidas como “matéria jornalística”, mas pagas com dinheiro público sem o selo de “conteúdo patrocinado”.

No vídeo do podcast com Isabele Benito, Léo Dias foi enfático ao dizer que hoje é um empresário de mídia com liberdade financeira. Contudo, essa “liberdade” parece ser financiada por contratos vultosos com prefeituras que buscam suavizar sua imagem nacionalmente. Em Manaus, ele atuou como mestre de cerimônias midiático, exaltando o Réveillon Gospel e a gestão do Avante, em um tom que mistura jornalismo com publicidade política.

A “Caixa-Preta” de Manaus

Apesar da onipresença de Léo Dias nos eventos da cidade — incluindo o “Sou Manaus Passo a Paço 2025” —, a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) mantém os valores sob sigilo. Notas fiscais e contratos referentes aos serviços do jornalista no encerramento de 2025 ainda não foram publicados no Portal da Transparência.

A omissão gera críticas severas na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Em setembro de 2025, a base aliada do prefeito conseguiu derrubar um requerimento que pedia a prestação de contas detalhada dos cachês de influenciadores, citando nominalmente o jornalista.

Números que Assustam

Enquanto a prefeitura justifica os gastos como necessários para “conectar a cidade com o mundo”, os órgãos de controle, como o TCE-AM, observam com lupa o salto nos gastos com eventos: de R$ 2 milhões em 2022 para mais de R$ 25 milhões em 2025.

A revelação espontânea de Léo Dias sobre seu alto faturamento em publicidade digital joga luz sobre o possível tamanho do rombo nos cofres de Manaus. Se um pacote básico de stories do jornalista custa R$ 30 mil, quanto terá custado a cobertura completa de vários dias, com entrevistas exclusivas e posts elogiosos para David Almeida?

O Outro Lado: A Prefeitura de Manaus foi procurada para esclarecer se a contratação de Léo Dias ocorreu de forma direta ou via agência de publicidade, mas, até o fechamento desta edição, não houve resposta. O espaço segue aberto para esclarecimentos sobre o uso da verba pública na contratação do portal do jornalista.

 

Direito de Resposta: O portal reafirma seu compromisso com a ética e a transparência jornalística, mantendo o espaço integralmente aberto para que o jornalista Léo Dias, o Prefeito David Almeida, a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) ou qualquer outro citado nesta matéria apresentem seus esclarecimentos, notas oficiais ou contestações. As manifestações podem ser enviadas diretamente à nossa redação e serão publicadas na íntegra em atualização a este conteúdo.

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