URGENTE AMAZONAS: Tese de Marcelo Ramos sobre o Rio pode forçar Eleições Diretas no Amazonas

Renúncias articuladas e a sombra da inelegibilidade: Por que o Amazonas pode voltar às urnas antes de outubro.

Por Ronaldo Aleixo e Grupo Cobras da Direita / Análise Política, Manaus, 08 de abril de 2026 – O cenário político no Amazonas vive um momento de “suspense institucional”. Após a renúncia conjunta do governador Wilson Lima (União) e do vice Tadeu de Souza (Avante) no último dia 4 de abril, o estado passou a ser comandado interinamente pelo presidente da ALEAM, Roberto Cidade. No entanto, o que parecia uma transição coordenada pode ser implodido por uma decisão que vem de Brasília.

A Tese do “Desvio de Finalidade”

O ex-deputado federal Marcelo Ramos tem sido uma das vozes mais incisivas ao traçar um paralelo entre a crise no Rio de Janeiro e a sucessão no Amazonas. Para Ramos, a renúncia de Cláudio Castro (RJ) e o movimento articulado no Amazonas não são apenas atos administrativos, mas sim um “desvio de finalidade”.

A tese é simples e contundente: se o governador e o vice renunciam não por uma impossibilidade de governar, mas para “limpar o caminho” e entregar a máquina estatal a um aliado (neste caso, o presidente da Assembleia), eles estariam fraudando o espírito da Constituição. Ramos destaca que o próprio Wilson Lima admitiu ter renunciado apenas após a decisão do seu vice, o que, juridicamente, sugere um acordo de cúpula em detrimento da vontade popular expressa nas urnas.

O STF como fiel da balança

Com o STF atuando como o fiel da balança, o Amazonas entra em rota de colisão direta com o entendimento jurídico que pode anular as manobras de gabinete em favor da soberania popular. Caso a Corte decida por eleições diretas no Rio de Janeiro, o processo de escolha interna na Assembleia Legislativa do Amazonas sofrerá um “xeque-mate”, obrigando o atual governador interino, Roberto Cidade, a trocar o conforto do Legislativo por uma campanha relâmpago nas ruas contra adversários de peso. Além disso, o alerta de Marcelo Ramos sobre o desvio de finalidade projeta uma sombra de inelegibilidade sobre Wilson Lima e Tadeu de Souza, cujas renúncias articuladas podem ser contestadas judicialmente, colocando em risco suas pretensões eleitorais para o Senado e a Câmara Federal em outubro.

O que esperar?

O Amazonas poderá ter duas eleições para governador em 2026: uma suplementar direta (o “tampão”) nas próximas semanas e a eleição geral em outubro.

A “tranquilidade” mencionada por Wilson Lima ao ver seu vice renunciar primeiro pode ter sido o “batom na cueca” jurídico que a oposição precisava. Se o STF entender que o povo foi excluído de uma decisão que lhe pertence, as urnas manauaras serão reabertas muito antes do esperado.

O que diz a Lei: A Constituição Estadual prevê eleição indireta em caso de vacância nos últimos dois anos. Contudo, o STF tem a palavra final sobre se essa regra estadual sobrepõe-se ao princípio constitucional da soberania popular quando há indícios de manobra política.

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