URGENTE: David Almeida convoca coletiva sobre ‘a verdade’, mas mantém Anabela no cargo após prisão por elo com o Comando Vermelho.

Para concorrer ao Governo, David precisa renunciar à Prefeitura até 4 de abril.

MANAUS – O relógio político do Amazonas acelera nesta segunda-feira (23). Encurralado por denúncias que conectam seu círculo íntimo ao crime organizado e diante de prazos eleitorais fatais, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), convocou a imprensa para uma coletiva às 11h, no Comfort Hotel. O anúncio, envolto em mistério e urgência, promete revelar “a verdade que o Amazonas precisa saber”.

O fator Anabela: O elo sensível

O epicentro da crise atende pelo nome de Anabela Cardoso de Freitas. Investigadora de polícia e figura de estrita confiança de Almeida, Anabela foi alvo da Operação Erga Omnes. A investigação da Polícia Civil aponta um cenário alarmante: ela é acusada de ser o braço de influência do Comando Vermelho (CV) dentro das máquinas pública estadual e municipal.

Os números que cercam a servidora impressionam e geram questionamentos sobre a falta de fiscalização:

Acúmulo de Funções: Atuava simultaneamente como assessora na Casa Civil do Estado e na Comissão Municipal de Licitação (CML) de Manaus.

Salários Exorbitantes: Enquanto seu vencimento base era de R$ 6.000,00, denúncias apontam que a soma de remunerações e gratificações chegou a atingir R$ 42.000,00 em um único mês.

Movimentação Atípica: A polícia identificou o fluxo de R$ 1,5 milhão em suas contas, parte de uma engrenagem que teria movimentado mais de R$ 70 milhões para a facção.

Xadrez Eleitoral: Renúncia ou Resistência?

A coletiva ocorre em um momento de “tudo ou nada” para as pretensões de Almeida ao Governo do Amazonas. O prefeito enfrenta três grandes dilemas:

O prazo de desincompatibilização: Para concorrer ao Governo, David precisa renunciar à Prefeitura até 4 de abril. Ele tem cerca de 40 dias para decidir se abandona a capital.

A rejeição popular: Pesquisas indicam que a população de Manaus vê com resistência a saída precoce do prefeito, especialmente em meio a investigações policiais.

A narrativa de “Vítima”: Espera-se que, na coletiva, Almeida tente converter o desgaste em capital político, classificando as investigações como “perseguição” de opositores que temem sua força eleitoral.

 

Análise Jurídica e Política de Ronaldo Aleixo

Se David Almeida não apresentar provas contundentes que isentem sua gestão de proximidade com o crime organizado, a coletiva pode ter o efeito inverso: em vez de um lançamento de candidatura, pode se tornar o retrato de um prefeito acuado por sua própria equipe de confiança.

Detalhes do Evento

O quê: Coletiva de imprensa do Avante Amazonas.

Quando: Segunda-feira, 23 de fevereiro, às 11h.

Onde: Auditório do Comfort Hotel (Distrito Industrial).

Até o momento, a defesa de Anabela Cardoso e a Prefeitura de Manaus não emitiram notas detalhadas sobre as acusações. O espaço permanece aberto para as manifestações oficiais.

URGENTE: Anabela Cardoso mantinha funções na Prefeitura e no Estado para atender estrutura de David Almeida

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