O descaso é completo! Enquanto as autoridades viram as costas, a rotina de quem estuda na Escola Estadual Getúlio Vargas, na Zona Sul de Manaus, é de puro sufoco e perigo. O professor Erick Farias, que conhece a realidade do chão da escola há 12 anos, cansou de esperar a boa vontade do governo e meteu a boca no trombone: a estrutura da unidade é uma armadilha para as crianças!
ESCADA DO PERIGO E BANHO DE CHUVA
A situação é de dar nó no estômago. A escola é dividida em dois blocos, e para ir de um lado ao outro, o aluno tem que encarar o “teste de sobrevivência”. Não tem cobertura, não tem segurança, não tem nada! Quando o inverno amazônico castiga, a escada externa vira uma cachoeira de lama e lodo.
“Forma um lago na escada. As crianças escorregam, caem e se machucam. É uma situação recorrente e perigosa”, detona o professor.
FOME NO BLOCO DE BAIXO
Acredite se quiser: a humilhação chega até no prato de comida. A cantina fica no bloco superior. Para os 600 alunos do Ensino Fundamental 2 garantirem a merenda, eles precisam subir o “degrau do medo” sob temporal. O resultado? Criança ficando sem comer porque prefere passar fome a tomar um banho de chuva ou levar um tombo feio no piso escorregadio.
É esse o “estímulo” que o Estado dá para a educação?
O PAPEL ACEITA TUDO, MAS A OBRA NÃO SAI!
O professor Erick não ficou só na fala. Ele oficializou a denúncia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O requerimento está nas mãos do deputado Cabo Maciel desde 17 de fevereiro. O papel foi protocolado, a foto foi tirada, mas cadê o operário? Cadê a telha? Cadê a segurança?
Até agora, o que se vê é o seguinte:
- Seduc-AM: Silêncio ensurdecedor. Nenhuma previsão, nenhuma resposta.
- Alunos: Expostos ao risco de acidentes graves.
- Pais: Com o coração na mão a cada nuvem preta que surge no céu de Manaus.
ACORDA, SECRETARIA! É preciso esperar uma criança quebrar uma perna ou algo pior acontecer para que essa cobertura saia do papel? A comunidade da Cachoeirinha exige respeito!





