MEC pune Fametro, Nilton Lins e outras 51 faculdades com cortes de vagas em Medicina após baixo desempenho no Enamed.

Tanto a UFAM quanto a UEA obtiveram Nota 3 no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), conforme os dados oficiais divulgados pelo MEC em 2026.

Foto: Editada em IA- Portal Fatos Marcantes.

O Ministério da Educação aplicou sanções severas contra 53 instituições de ensino superior particular em todo o Brasil após o baixo desempenho dos alunos no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed. No Amazonas, o impacto é direto para o Centro Universitário Ceuni – Fametro e a Universidade Nilton Lins, ambas em Manaus, que receberam o Conceito 1, a nota mais baixa na avaliação federal. Como consequência imediata da falta de proficiência demonstrada pelos estudantes, as duas instituições estão proibidas de preencher metade das vagas que ofereciam anteriormente para o curso de Medicina.

As portarias publicadas pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior estabelecem que as faculdades com desempenho crítico ficam impedidas de celebrar novos contratos pelo Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. No grupo das punições mais drásticas, com interdição total de novos alunos, figuram a Universidade Estácio de Sá em Angra dos Reis, a União de Faculdades de Grandes Lagos em São José do Rio Preto, o Centro Universitário de Adamantina, a Faculdade de Dracena, o Centro Universitário Alfredo Nasser em Aparecida de Goiânia, a Faculdade Metropolitana e o Centro Universi em Cáceres, além do Centro Universitário Uninorte em Porto Velho.

Já no grupo que sofreu o corte de 50% das vagas, além das unidades de Manaus, o MEC incluiu o Centro Universitário Presidente Antônio Carlos em Juiz de Fora, a Universidade Brasil em Fernandópolis, a Universidade do Contestado em Mafra, a Universidade de Mogi das Cruzes, o Centro Universitário de Goiatuba, o Centro Universitário das Américas em São Paulo, a Faculdade da Saúde e Ecologia Humana em Vespasiano, a Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras, a Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul e a Faculdade Zarns em Itumbiara.

O Ministério também impôs uma redução de 25% nas vagas para um grupo extenso de instituições que atingiram o Conceito 2, mas com proficiência considerada insuficiente. Entre as unidades afetadas por este corte estão a Universidade de Ribeirão Preto no Guarujá, a Universidade Santo Amaro e a Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, a Universidade de Marília, a Universidade Paranaense em Umuarama, além de diversas unidades da rede Afya e Estácio em cidades como Nova Iguaçu, Itaperuna, Teresópolis, Cuiabá, Barreiras, Recife, João Pessoa, Olinda, Alagoinhas e Juazeiro. Até mesmo instituições da rede federal, como a Universidade Federal do Pará, a Universidade Federal do Maranhão, a Unila e a Universidade Federal do Sul da Bahia, entraram em regime de supervisão especial.

A medida reflete uma mudança de postura do governo federal, que agora utiliza o Enamed como um instrumento punitivo direto para tentar elevar a qualidade da formação médica no país. Enquanto as mantenedoras expressam preocupação com o rigor das sanções, o MEC sinaliza que a supervisão será rigorosa sobre as instituições que não entregarem resultados satisfatórios na formação de novos profissionais de saúde.

Tanto a UFAM quanto a UEA obtiveram Nota 3 no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), conforme os dados oficiais divulgados pelo MEC em 2026.

O que essa nota significa?

O Conceito 3 é considerado o patamar de regularidade e desempenho satisfatório. Diferente das faculdades particulares que citei antes (Fametro e Nilton Lins, que tiraram nota 1), as universidades públicas do Amazonas ficaram dentro da média nacional e não sofreram nenhuma punição ou corte de vagas.

  • UFAM (Universidade Federal do Amazonas): Manteve a nota 3, consolidando um desempenho estável em comparação aos ciclos anteriores.
  • UEA (Universidade do Estado do Amazonas): O resultado foi celebrado pela gestão acadêmica como uma evolução, já que a universidade vinha de notas menores (1 e 2) em avaliações passadas e agora subiu para o nível 3.

 

Comparativo no Amazonas:

InstituiçãoNota EnamedSituação MEC
UFAM3Regular (Sem punições)
UEA3Regular (Sem punições)
Fametro1Punição: Corte de 50% das vagas
Nilton Lins1Punição: Corte de 50% das vagas
    VEJA A LISTA COMPLETA;
  1. Interdição Total: Impedidas de receber novos alunos

Estas instituições tiveram Conceito 1 e o nível mais baixo de proficiência (menos de 30%) entre os concluintes.

  • Universidade Estácio de Sá (Angra dos Reis – RJ)
  • União de Faculdades de Grandes Lagos – UNILAGO (São José do Rio Preto – SP)
  • Centro Universitário de Adamantina – FAI (Adamantina – SP)
  • Faculdade de Dracena (Dracena – SP)
  • Centro Universitário Alfredo Nasser – UNIALFA (Aparecida de Goiânia – GO)
  • Faculdade Metropolitana (Cáceres – MT)
  • Centro Universitário Uninorte (Porto Velho – RO)
  • Centro Universi (Cáceres – MT)

 

  1. Redução de 50% nas vagas

Instituições com Conceito 1 e proficiência entre 30% e 40%.

  • Centro Universitário Presidente Antônio Carlos – UNIPAC (Juiz de Fora – MG)
  • Universidade Brasil (Fernandópolis – SP)
  • Universidade do Contestado – UNC (Mafra – SC)
  • Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (Mogi das Cruzes – SP)
  • Universidade Nilton Lins (Manaus – AM)
  • Centro Universitário de Goiatuba – UNICERRADO (Goiatuba – GO)
  • Centro Universitário das Américas – FAM (São Paulo – SP)
  • Faculdade da Saúde e Ecologia Humana – FASEH (Vespasiano – MG)
  • Centro Universitário Ceuni – Fametro (Manaus – AM)
  • Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras (Araras – SP)
  • Faculdade Estácio de Jaraguá do Sul (Jaraguá do Sul – SC)
  • Faculdade Zarns – Itumbiara (Itumbiara – GO)

 

  1. Redução de 25% nas vagas

Instituições com Conceito 2 e proficiência entre 40% e 50%.

  • Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (Penápolis – SP)
  • Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP (Guarujá – SP)
  • Universidade Iguaçu – UNIG (Nova Iguaçu – RJ e Itaperuna – RJ)
  • Universidade Santo Amaro – UNISA (São Paulo – SP)
  • Universidade de Marília – UNIMAR (Marília – SP)
  • Universidade Paranaense – UNIPAR (Umuarama – PR)
  • Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo – SP)
  • Afya Universidade Unigranrio (Duque de Caxias – RJ)
  • Centro Universitário Serra dos Órgãos – UNIFESO (Teresópolis – RJ)
  • Universidade de Cuiabá – UNIC (Cuiabá – MT)
  • Centro Universitário Maurício de Nassau (Barreiras – BA e Recife – PE)
  • Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto – SP)
  • Centro Universitário de Santa Fé do Sul – UNIFUNEC (Santa Fé do Sul – SP)
  • Afya Centro Universitário de Porto Velho (Porto Velho – RO)
  • Centro Universitário Ingá – UNINGÁ (Maringá – PR)
  • Faculdade de Medicina Nova Esperança – FAMENE (João Pessoa – PB)
  • Afya Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba (João Pessoa – PB)
  • Faculdade Atitus Educação Passo Fundo (Passo Fundo – RS)
  • Afya Centro Universitário de Itaperuna (Itaperuna – RJ)
  • Faculdade Morgana Potrich (Mineiros – GO)
  • Afya Faculdade de Porto Nacional (Porto Nacional – TO)
  • Faculdade Uninassau Vilhena (Vilhena – RO)
  • Centro Universitário Famesc (Bom Jesus do Itabapoana – RJ)
  • Faculdade de Medicina de Olinda (Olinda – PE)
  • Faculdade Estácio de Alagoinhas (Alagoinhas – BA)
  • Faculdade Atenas Passos (Passos – MG)
  • Faculdade Estácio de Juazeiro (Juazeiro – BA)
  • Afya Fac. de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes (PE)
  • Faculdade Unicesumar de Corumbá (Corumbá – MS)
  • Faculdade Estácio de Canindé (Canindé – CE)
  • Afya Faculdade de Ciências Médicas de Santa Inês (Santa Inês – MA)

 

  1. Federais sob Supervisão Especial

Estas instituições não sofreram cortes de vagas imediatos, mas entraram em regime de acompanhamento rigoroso pelo MEC.

  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
  • Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

 

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