MILIONÁRIA DE R$ 118 MI: Maria do Carmo usou verba da ALEAM para bancar curso de Medicina da filha (VÍDEO)

Como promover a gestão pública responsável com o histórico do uso indevido de bolsas da ALEAM em família?

O escândalo do financiamento de bolsas de estudo de Medicina pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) gera profunda indignação na população. O cidadão comum, impactado diariamente pelo alto custo do transporte e da cesta básica, questiona a concessão desse benefício financeiro estatal para dependentes de famílias com elevado patrimônio privado.

Fortuna Declarada e Recursos Públicos

Maria do Carmo Seffair, empresária e proprietária do Grupo Fametro, informou à Justiça Eleitoral um patrimônio expressivo. Contudo, o foco do debate público está nas investigações do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que apuraram o uso de recursos públicos do Poder Legislativo para o pagamento do curso privado de Medicina de sua filha, Maria Eugênia Seffair.

Irregularidades Apontadas pelo Ministério Público

O Ministério Público destacou inconsistências centrais no caso:

  • Ausência de Cadastro: A estudante não constava no registro funcional ou financeiro da Assembleia Legislativa.
  • Desvio de Finalidade: A legislação estadual autoriza auxílios educacionais prioritariamente em áreas correlatas às atividades do Legislativo, parâmetro no qual o curso de Medicina não se enquadra.
  • Inexistência de Carga Horária: A apuração indica a ausência de prestação de serviços como contrapartida ao órgão público.

Decisão Judicial e Inquérito Civil

Em 2023, a 3ª Vara da Fazenda Pública de Manaus anulou os atos administrativos da ALEAM que concederam os benefícios. Diante do quadro, o MPAM instaurou o Inquérito Civil nº 06.2023.00000380-6 para exigir o ressarcimento integral dos valores ao erário do Estado. O processo já se encontra arquivado, conforme pdf abaixo.

Questões em Debate na Opinião Pública

  1. Custeio de Estudos: Quais os critérios para a utilização de recursos públicos no financiamento de faculdade privada para dependentes de famílias detentoras de grupos educacionais?
  2. Vínculo Operacional: Qual foi a justificativa administrativa para a manutenção do benefício sem registro de vínculo funcional formal com a Casa Legislativa?
  3. Gestão de Recursos: De que modo esse histórico afeta as propostas de fiscalização e responsabilidade no uso das verbas públicas estaduais?

Para acompanhar pronunciamentos sobre a fiscalização de ações governamentais e debates no estado, assista ao canal https://www.youtube.com/@chumbogrossomanaus, que disponibiliza coberturas jornalísticas do Amazonas.

Contato para envio de notas/respostas: chumbogrossoam@gmail.com

 

NOTA DA REDAÇÃO / ESPAÇO ABERTO (DIREITO DE RESPOSTA):

Esta matéria foi produzida com base em documentos públicos, decisões judiciais e publicações oficiais do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), além de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e reportagens de veículos de imprensa.

Mantendo o compromisso com o jornalismo ético, imparcial e com o contraditório, o espaço está permanentemente aberto para que a senhora Maria do Carmo Seffair, sua filha Maria Eugênia Seffair, seus representantes legais e a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) apresentem seus esclarecimentos, posicionamentos ou notas de resposta, que serão publicados na íntegra.

 

Fonte: https://18horas.com.br/noticias/mp-am-instaura-novo-inquerito-visando-ressarcimento-de-bolsas-de-medicina-pagas-pela-assembleia-do-amazonas/

 

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