O Santos na vitrine: entre o clipe de rede social e o vexame no gramado – Por: Ronaldo Aleixo

O torcedor santista não quer um influenciador; ele quer um gol no domingo e uma taça no fim do ano.

Reprodução/Instagram Neymar e Gabigol se reencontraram em Santos e Cruzeiro

O Santos Futebol Clube parece ter assinado um contrato com o entretenimento, esquecendo-se de que o futebol ainda é decidido dentro das quatro linhas, e não no número de visualizações nos stories. A aposta da diretoria para 2026, ao trazer Neymar e Gabigol simultaneamente, cheira mais a uma tentativa desesperada de gerar “likes” do que a um planejamento técnico sério.

A realidade fora dos filtros

Vamos aos fatos, sem o brilho das redes sociais. Neymar Jr. é, hoje, um jogador que vive entre uma mesa de cirurgia e outra. Seu joelho tornou-se uma incógnita e sua capacidade de suportar o choque físico do futebol brasileiro é mínima. O “Menino da Vila” agora é um veterano de luxo que custa milhões por minuto jogado.

Do outro lado, temos Gabigol. O atacante que outrora decidia Libertadores hoje carrega o estigma do banco de reservas. Sua passagem recente pelo Cruzeiro provou que o nome e a marra não ganham mais jogo sozinhos. Sem ritmo e com a confiança abalada, Gabriel parece mais interessado em manter sua imagem de “popstar” do que em brigar com os zagueiros.

A Balança do Risco

O impacto dessa dupla no Santos pode ser resumido em uma frase: muito barulho para pouco futebol.

O Marketing: Será um sucesso absoluto. Camisas serão vendidas e o mundo olhará para a Vila Belmiro.

O Campo: O risco de vexame é altíssimo. Um time com dois jogadores que não recompõem, que possuem mobilidade reduzida e que vivem sob o holofote das polêmicas é o pesadelo de qualquer treinador.

“Enquanto a dupla posa para fotos impecáveis e alimenta o ego de seus seguidores, o Santos corre o risco de passar vergonha nos campeonatos. O futebol moderno exige intensidade, algo que Neymar e Gabigol, hoje, só entregam em seus clipes de divulgação.”

O torcedor santista não quer um influenciador; ele quer um gol no domingo e uma taça no fim do ano. Se a diretoria acha que o Santos deve ser um balcão de negócios para jogadores em fim de carreira ganharem dinheiro fácil, o preço a ser pago pode ser o maior vexame da história do clube.

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