Uma equipe formada por três enfermeiras, um médico e um fisioterapeuta embarcou no aeroporto Ponta Pelada, zona sul, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), por volta das 20h30. A operação contou ainda com uma equipe de solo da SES-AM, especialista em voos de emergência, que trabalhou na equipagem da aeronave. Seguindo os protocolos para locomoção dos pacientes, o grupo equipou a aeronave com materiais e insumos de saúde, entre os quais: cilindros de oxigênio, respirador, medicamentos, desfibrilador e EPIs. Além desses itens, a SES-AM enviou, no mesmo voo, para o estado de Rondônia, medicamentos do kit intubação compostos por neurobloqueadores e sedativos usados em pacientes de UTI.
As pessoas com COVID-19 estão internadas em quatro unidades de saúde de Porto Velho. A “Operação Gratidão” receberá, ainda, outros seis pacientes do Acre, transportados pela FAB. O desembarque em Manaus está previsto para ocorrer durante a madrugada deste sábado.
O secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, destacou que a pandemia do novo coronavírus impôs o preparo dos profissionais do Amazonas para esse tipo de operação complexa, possibilitando acolher de forma segura pacientes de outros estados e devolvendo a saúde aos que precisam.
“Nós temos um dever de gratidão para com os outros estados. Em janeiro e fevereiro, nós removemos 542 amazonenses para outros estados e nesse momento nós retribuímos, não só na recepção de pacientes, mas também na doação de insumos para outros locais. É o estado do Amazonas dentro das suas possibilidades, sem prejudicar a rede, oferecendo apoio, a mão amiga na medida das nossas possibilidades, mas com certeza salvando vidas, que é o que mais importa”, afirmou.
A secretária executiva adjunta de Urgência e Emergência da SES-AM, Mônica Melo, acrescentou sobre a oferta de leitos para pacientes de outros estados do Brasil. Segundo ela, a quantidade é avaliada diariamente pelo Complexo Regulador da SES e informada ao Ministério da Saúde. Ela explica que o momento é de estabilidade na rede de saúde da capital, possibilitando o auxílio aos estados onde a pressão no sistema é maior.
“Em primeiro lugar nós conseguimos ter uma estabilidade de casos aqui em Manaus. Sendo assim a gente tem uma quantidade suficiente de leitos clínicos e de leitos de UTI, que nos possibilitam receber com segurança esses pacientes. A gente consegue acolher tanto os nossos da capital e interior do estado, e também ceder leitos para esses pacientes dos outros estados”.
Responsável pelo acompanhamento médico desse grupo no percurso aéreo Manaus/Rondônia/Manaus, a médica Luana Sá Athayde já participou de operações envolvendo pacientes em situação crítica do interior do Amazonas. Como profissional, ela considerou o momento uma oportunidade única.
“Realmente, a palavra gratidão foi muito bem colocada. Nós tivemos uma situação muito delicada no nosso estado, em que vimos pacientes precisando de leitos e os outros estados puderam ajudar a gente. Estar podendo retribuir dessa forma tão importante, trazendo os pacientes de lá para cá, hoje com o estado com vários leitos de UTI, com vaga e com um suporte bom, é muito gratificante”.
Insumos – Além de receber pacientes de Covid-19, o estado do Amazonas passou a enviar, para estados vizinhos, ins
Para Rondônia estão sendo emprestados 50 concentradores de oxigênio, fruto de uma parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT); uma miniusina de oxigênio emprestada pelo Hospital do Amor da Amazônia, de Rondônia, está sendo devolvida àquele estado. O equipamento foi implantado no HPS Platão Araújo para dar suporte na abertura de 23 leitos de UTI, em fevereiro, mas com a queda no consumo, foi desativada.
Uma usina da empresa White Martins, fornecedora do Estado, que estava sendo usado na rede de saúde estadual, está sendo desmontada e será transportada para o Acre; outras duas miniusinas da empresa serão transportadas para Santa Catarina; 10 respiradores serão enviados para Goiás; bombas de infusão seguirão para o Maranhão e 200 cilindros de oxigênio estão sendo emprestados ao Paraná.
FOTOS: Arthur Castro / Secom





