Amazonas tem 2,9 mil pessoas formadas em novas tecnologias através de programa do Ministério das Comunicações

Foto: Peter Neylon/MCom

A prender a mexer no computador, consertar celular ou até dar os primeiros passos na programação já mudou a vida de mais de 2,9 mil pessoas no Amazonas. Elas fazem parte de um grupo crescente de brasileiros que estão encontrando novas oportunidades de trabalho por meio do programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações.

A iniciativa aposta na capacitação gratuita em tecnologia como ferramenta para gerar renda, inclusão social e acesso ao mercado de trabalho, especialmente para quem mais precisa. Só em abril, o programa atingiu a marca de 80 mil pessoas formadas em todo o país. Os cursos vão do básico ao avançado: desde introdução à informática até Excel, design, programação, manutenção de computadores e conserto de smartphones. Tudo pensado para preparar os alunos para a realidade do mercado.

“É uma iniciativa que abre portas para jovens em busca do primeiro emprego; permite que adultos se reinventem e aprimorem o currículo em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo; e ainda possibilita que pessoas da melhor idade estejam inseridas no ambiente digital com mais autonomia no dia a dia, sem depender da ajuda de familiares. O programa é inclusivo e não deixa ninguém de fora da era digital”, disse Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações.

É nos CRCs do Ministério das Comunicações, distribuídos em quase todas as capitais e cidades estratégicas, que está um dos diferenciais do programa: unir capacitação profissional à sustentabilidade. Nestes locais, alunos de baixa renda aprendem, na prática, em cursos como o de manutenção de computadores, a recuperar “lixo eletrônico” de órgãos públicos e instituições. Os equipamentos, que antes seriam descartados, ganham vida nova e são destinados a escolas públicas, associações e comunidades que não têm acesso à tecnologia, ampliando o impacto social da iniciativa.

O coordenador de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Gustavo André Lima, destacou que, de Norte a Sul do Brasil, o programa reúne histórias de pessoas que nunca tinham utilizado um computador e que, por meio da iniciativa, enfrentaram o medo da tecnologia, se superaram e, em alguns casos, se tornaram instrutores dentro do próprio programa.

“Hoje, é muito importante que todos saibam usar aplicativos de celular, acessar arquivos e pastas no computador e utilizar a internet de forma geral. O Brasil ainda tem regiões carentes de letramento digital. O programa busca justamente combater esse abismo digital e democratizar o acesso às tecnologias em todas as regiões, desde as mais remotas até as capitais, onde, ainda assim, há relatos de pessoas que nunca utilizaram um mouse”, disse Gustavo.

Além de levar letramento digital e formar cidadãos de todas as idades em novas tecnologias, a meta do Ministério das Comunicações é ampliar ainda mais o alcance do programa, levando capacitação e acesso digital a um número cada vez maior de brasileiros.

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