Ministro recebe informação de que o rompimento da “Barragem de Gonco Soco” é inevitável

O ministro Bento Albuquerque disse que recebeu informações na noite de ontem (27) de que o rompimento do talude (plano de terreno inclinado que limita um aterro e tem como função garantir a estabilidade da área) da Barragem Gonco Soco, da mineradora Vale, em Barão de Cocais (MG), a 100 quilômetros de Belo Horizonte, é mesmo inevitável. “Está cedendo. A expectativa é que isso venha acontecer nos próximos dias”, disse.

O rompimento do talude é dado como certo tanto pela mineradora como pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Para Albuquerque, a situação chegou a esse nível devido a negligências tanto do Poder Público como da empresa. “Nós temos instrumentos para que haja um controle efetivo das barragens. Mas houve um descaso do Poder Público em ter as ferramentas apropriadas para fazer o controle e fiscalização das barragens. Como houve também o desleixo por parte dos empreendedores”, disse.

Mais de 400 moradores foram abrigados em quartos de pousadas e hotéis custeados pela mineradora devido ao risco que o rompimento do talude norte também afete a barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco. Segundo comunicado da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), com o rompimento do talude, haveria a formação de nova onda de lama que suprimiria cerca de 383 hectares de Mata Atlântica e poderia causar até impactos energéticos, pois atingiria a Usina Hidrelétrica de Peti, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG).

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