COLAPSO NA FARIA LIMA: O EFEITO DOMINÓ QUE ASSOMBRA O BANCO DE EDIR MACEDO

O castelo de cartas das finanças de luxo começou a ruir, e o estrondo chegou ao coração do Banco Digimais. Entre operações policiais e liquidações do Banco Central, um rombo de meio bilhão de reais coloca em xeque a estabilidade de gigantes.

SÃO PAULO – O mercado financeiro amanheceu sob o signo do pânico. O que parecia ser uma engenharia de investimentos sólida entre o Banco Digimais e o fundo EXP 1 transformou-se em uma batalha judicial de R$ 500 milhões. O pivô da crise? Papéis de empresas que hoje figuram não nas colunas de lucros, mas nas páginas policiais.


O empresário Roberto Campos Marinho Filho, sócio da instituição, não poupou palavras ao acionar a Justiça. O motivo é digno de um roteiro de suspense: o lastro do investimento do Digimais era composto por títulos da Reag, do Banco Master e da Fictor — um trio que hoje se encontra no epicentro de tempestades regulatórias.

O “Rastro do Dinheiro”: A Reag, alvo das operações Carbono Oculto e Compliance Zero, foi liquidada pelo Banco Central após suspeitas de movimentações ligadas ao crime organizado.

A queda do Master: O que deveria ser uma venda bilionária para a Fictor tornou-se um pesadelo: o Banco Master foi liquidado e sua cúpula, detida.

O efeito escassez: Sem saída e com o caixa esvaziado por resgates desesperados, a Fictor buscou abrigo na recuperação judicial.

O “X” da questão Judicial
Agora, a Yards Capital exige que o banco do líder religioso Edir Macedo assuma a conta. A notificação judicial é clara: o Digimais deve recomprar a carteira de R$ 462,2 milhões.

O mercado agora se pergunta: até onde vai a onda de choque das operações na Faria Lima? Enquanto os advogados duelam nos tribunais, o “caixa combalido” do Digimais enfrenta sua prova de fogo sob os holofotes de investigações que prometem redesenhar o mapa das finanças brasileiras.

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