Delegado recebe voz de prisão após denunciar juiz por corrupção no interior do Amazonas; VÍDEOS

Menos de um mês após assumir o comando da 65ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Carauari, no interior do Amazonas, o delegado Régis Celeghini recebeu voz de prisão nesta quarta-feira (7) depois denunciar o juiz da comarca da cidade, Jânio Tutomo Takeda, por crimes de corrupção. A determinação do magistrado aconteceu durante uma inspeção na unidade policial, que foi filmada pelo delegado.

A equipe do poder judiciário foi até a delegacia verificar as condições das celas e dos detidos. O juiz coordenava a ação quando foi abordado pelo delegado, que informou ao magistrado que havia feito uma denúncia no Ministério Público do Amazonas (MPAM) contra ele.

Na gravação, o titular da 65ª DIP de Carauari chama o juiz de “um dos maiores elementos de corrupção da cidade”. Jânio Takeda, constrangido com a acusação, determina a prisão do delegado.

A denúncia citada pelo delegado e protocolada no MPAM tem como base uma inspeção feita por ele ao assumir a delegacia em janeiro deste ano.

Segundo Régis, várias irregularidades foram encontradas na unidade policial, uma delas foi de um preso já condenado pela justiça, que está encarcerado há seis anos e usava livremente um celular na cela. Ainda de acordo com o delegado, o aparelho era utilizado pelo detento para falar diretamente com o juiz Takeda.
Regis também filmou o depoimento do preso confessando sobre as regalias dadas pelo magistrado. Na gravação, o detento afirma que o Takeda tinha conhecimento sobre o uso do aparelho, uma vez que ele prestava serviço ao juiz.

De acordo com a denúncia feita pelo delegado, condutas como essas do juiz da comarca de Carauari reflete sobre Takeda crimes como corrupção passiva, assim como o crime de facilitação de entrada de telefone em estabelecimento prisional.

Também na denúncia é imputado ao juiz o crime de favorecimento pessoal, facilitação de fuga de preso e improbidade administrativa.

O.Juiz será investigado pelo MPAM, TJAM, PCAM. O delegado continuara como culpado, ate a justiça decidir e investigar o fato.

Brasil acabou juridicamente.

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