Um julgamento na Alemanha envolvendo o principal suspeito do desaparecimento de Madeleine McCann foi abruptamente adiado na sexta-feira (16/2) após seus advogados se oporem à participação de uma juíza na audiência por postagens feitas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os advogados do acusado, Christian Brückner, alegaram que a juíza em questão expressou opiniões “radicais” nas redes sociais e incitou a violência contra Bolsonaro nos posts publicados em agosto de 2019.
Na mensagem, reproduzida pela juíza em inglês, português e alemão, a juíza disse que Bolsonaro “é o diabo”, disse que “ele destrói tudo” e incentivou atos violentos contra o ex-presidente.
Ela faz parte de um painel de cinco juízes responsáveis por apreciar o caso, dos quais três são juízes profissionais e dois são cidadãos que atuam como juízes leigos.
Na Alemanha, onde os julgamentos não têm jurados, os juízes leigos desempenham um papel semelhante de representação do público no caso.
Um dos advogados de Brückner, Philipp Marquort, disse à BBC que seu cliente os instruiu a “excluir” a juíza leiga.
Após um breve intervalo no tribunal, foi acordado que o processo seria suspenso enquanto as reivindicações eram examinadas.
O julgamento deverá ser retomado em uma semana.





