MANAUS (AM) – O luto e a indignação tomaram conta do Beco União, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, após a morte do jovem Bruno Santos Girão, de 22 anos. O rapaz faleceu no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto após ser atingido por dois disparos de arma de fogo. O principal ponto de conflito, no entanto, reside na autoria dos disparos: a família acusa diretamente agentes da Guarda Municipal de Manaus.
O relato do Pai
Em entrevista emocionada ao portal Radar Amazônico, o pai da vítima, Jair Pinheiro, contestou veementemente a versão oficial apresentada pela Prefeitura de Manaus. Segundo Jair, ele aguardava o filho chegar do trabalho quando recebeu a notícia do ocorrido.
“Peço justiça e que não fique impune”, declarou Jair, visivelmente abalado. Para a família, Bruno não era apenas mais um número nas estatísticas de violência, mas um jovem trabalhador cuja vida foi interrompida precocemente por quem deveria garantir a segurança.
Contradições e Investigação
Enquanto a prefeitura e a Guarda Municipal tentam se distanciar da responsabilidade direta pelo incidente, moradores e familiares sustentam que a ação foi truculenta e sem justificativa. O caso ocorre em um momento delicado para a gestão do prefeito David Almeida, que já enfrenta uma série de denúncias e investigações sobre irregularidades administrativas.
A Polícia Civil do Amazonas deve abrir um inquérito para realizar a perícia balística e determinar se os projéteis que mataram Bruno partiram, de fato, das armas acauteladas pela guarda municipal.
Clima de Tensão
O caso de Bruno Santos Girão acende um alerta sobre o preparo e a atuação das forças de segurança municipais em áreas periféricas. Nas redes sociais, o movimento por justiça ganha força, unindo-se ao coro de críticas contra a atual administração municipal.
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Manaus não havia emitido uma nova nota detalhando as providências tomadas em relação aos agentes envolvidos na ocorrência.
A entrevista é do Radar Amazônico
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