A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Já votaram nesse sentido três ministros: o relator do caso, André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.
Vorcaro foi preso pela segunda vez, em 4 de março, por decisão de Mendonça após investigações da PF revelarem que ele teria mantido uma espécie de milícia privada para ameaçar adversários e cooptado dois servidores da alta hierarquia do Banco Central (BC).
O Banco Master foi liquidado em novembro pelo BC e é investigado por fraudes bilionárias.
O julgamento sobre a prisão de Vorcaro ocorre no plenário virtual, em que os ministros votam remotamente, e dura até a próxima sexta-feira (20/3).
Falta votar apenas o ministro Gilmar Mendes. Toffoli também integra a Segunda Turma, mas se declarou suspeito para julgar o caso na quarta-feira (11/3).
Ao votar pela manutenção da prisão, Mendonça disse que, segundo a investigação da PF, Vorcaro atuou para intimidar adversários e tentar obstruir a Justiça.
“Identificou-se a emissão de ordens diretas de Daniel Vorcaro para que fossem praticados atos de intimidação de pessoas (dentre as quais, concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas) que seriam vistas como prejudiciais aos interesses da organização, e com vistas à obstrução da justiça”, diz trecho da decisão.





