O Amazonas está envelhecendo de forma acelerada, aponta um levantamento com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dez anos, o estado passou de 22 para 37 idosos a cada grupo de 100 jovens, um aumento de 65%, e fechou 2025 com expectativa de vida ao nascer de 75,7 anos. O movimento impõe um novo desafio para famílias e empresas: como sustentar financeiramente um período de vida mais longo e mais exposto a riscos?
O levantamento considera idosos as pessoas com mais de 60 anos, enquanto o grupo jovem compreende a faixa de 0 a 14 anos. O cruzamento desses extremos evidencia uma mudança estrutural na sociedade amazonense. Para a consultora financeira Izabella Cansanção, esse cenário exige uma mudança profunda na forma como o planejamento financeiro é construído.
“Durante muito tempo, o planejamento financeiro esteve centrado na acumulação. Hoje, ele precisa incorporar a gestão de riscos de forma estruturada. Não se trata apenas de quanto você constrói, mas do quanto consegue preservar diante de eventos que interrompem sua capacidade de produzir”, explica.
Nesse contexto, o ponto de virada está em incorporar não apenas o risco de morte, mas principalmente o custo de viver mais. “Estamos falando de viver mais, mas não necessariamente com autonomia plena. A longevidade aumenta a exposição a eventos de saúde que podem comprometer renda, patrimônio e estrutura familiar”, afirma.
Para Cansanção, e existe um ponto crítico que ainda é pouco discutido. “Doenças graves não estão mais concentradas na velhice. Há um deslocamento na faixa etária. Pessoas mais jovens estão sendo impactadas, e isso antecipa o risco financeiro”, afirma.
Tempo é fator decisivo
A tendência é que o tema ganhe ainda mais relevância nas próximas décadas, à medida que o envelhecimento da população se intensifica. Projeções do IBGE indicam que, até 2050, a população do Amazonas deve passar dos atuais 4,28 milhões para cerca de 4,88 milhões, mas com uma taxa de envelhecimento ainda mais acelerada.
A quantidade de idosos com 60 anos ou mais, que hoje é de 36,8 para cada 100 jovens, deve chegar a cerca de 142 para cada 100 jovens em 2050. Além disso, a expectativa de vida deve alcançar 80,5 anos ao fim do período.
Nos últimos anos, tem crescido a demanda por mecanismos de proteção financeira. Em 2025, o mercado de seguros movimentou cerca de R$ 2,36 bilhões no Amazonas, com crescimento de 48% em cinco anos, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
No dia a dia das empresas, essa mudança tem ainda outros impactos, já que a operação do negócio depende, em muitos casos, diretamente do empresário, o que aumenta a vulnerabilidade financeira diante de imprevistos.
“Quanto mais cedo essa estrutura é construída, melhores são as condições, tanto em termos de custo quanto de acesso. O seguro é uma ferramenta que responde diretamente à idade e ao estado de saúde. Adiar essa decisão significa, muitas vezes, contratar mais caro ou com restrições — ou até mesmo não conseguir contratar”, afirma Cansanção.

Seguro de vida no Norte
Izabella Cansanção é responsável técnica pela Tigresse Proteção Familiar, uma das primeiras franqueadas da Prudential na região Norte. A Prudential é a maior seguradora independente em seguros de pessoas no Brasil, com mais de 6 milhões de vidas protegidas e bilhões pagos em benefícios.





