A Operação Erga Omnes, deflagrada nesta sexta-feira (20/2) pela Polícia Civil do Amazonas, trouxe à tona suspeitas de infiltração do crime organizado na estrutura da administração municipal de Manaus. A ação investiga a ligação de agentes públicos com a facção Comando Vermelho, tendo como um dos principais alvos Anabela Cardoso Freitas, ex-chefe de gabinete do atual prefeito e atual membro da Comissão de Licitação.
Críticas à Gestão do Prefeito
A pré-candidata ao governo, Professora Maria do Carmo (PL), utilizou suas redes sociais para cobrar explicações diretas do chefe do Executivo municipal. Para ela, a presença de uma suspeita de ligação com o narcotráfico na antessala do gabinete principal compromete a idoneidade de toda a gestão.
“Na antessala do prefeito de Manaus estava uma agente a serviço do crime organizado. O que será que ela fazia? Em que tipo de decisões influenciava?”, questionou Maria do Carmo.
A pré-candidata foi enfática ao questionar as escolhas do gestor: “Qual a dificuldade do prefeito mal avaliado em se cercar de pessoas honestas? Qual a moral que ele tem para falar sobre honestidade?”.
Histórico de Denúncias
Maria do Carmo relembrou que as suspeitas de relações perigosas entre a gestão do atual prefeito e facções criminosas não são novas, citando dossiês veiculados nacionalmente ainda no período de campanha.
“O Amazonas merece esse tipo de governante? Se temos muitas dúvidas, uma certeza nos resta: a sabedoria popular não mente — ‘diga-me com quem andas, que te direi quem és’”, completou a professora, sugerindo que a responsabilidade política pelos atos da servidora recai sobre quem a nomeou.
O Esquema Investigado
A investigação aponta que a quadrilha utilizava empresas de fachada para movimentar cerca de R$ 1,5 milhão em prol da organização criminosa. A operação é de grande escala, com o cumprimento de 23 mandados de prisão em sete estados brasileiros, incluindo o Amazonas. Além da ex-assessora do prefeito, a polícia também mirou ex-assessores de parlamentares e servidores do Poder Judiciário.
Prefeitura emitiu nota. A responsabilidade do que foi dito acima e da pré-candidata ao governo Maria do Carmo.
A Prefeitura de Manaus esclarece que não é alvo da operação realizada nesta sexta-feira, 20/2, pela Polícia Civil do Estado do Amazonas. Conforme informado pelas próprias autoridades, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da investigação.
É inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas mentirosas e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade. A exploração oportunista de investigações que não envolvem a gestão municipal revela mais sobre os seus autores do que sobre os fatos.
A atual administração mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. Qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.
Manaus não pode ser refém de ataques especulativos nem de tentativas de desinformação. A verdade prevalece nos fatos, não nas insinuações.



