Faculdade S. T. em Manaus impede entrada de aluna com bebê e gera onda de indignação às vésperas do Dia da Mulher

MANAUS (AM) – Um incidente envolvendo uma estudante e seu filho de colo na Faculdade Santa Teresa, no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, acendeu um intenso debate sobre o acolhimento à maternidade no ensino superior. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a aluna denunciou ter sido impedida de acessar a sala de aula por estar acompanhada do bebê.

O Caso
Segundo o relato da estudante, gravado em vídeo e compartilhado nas redes sociais, ela chegou à instituição por volta das 18h30. O impedimento ocorreu na portaria, onde teria sido informada de que não poderia entrar com a criança. A aluna permaneceu em pé, aguardando uma liberação da coordenação que, segundo ela, não aconteceu a tempo da aula.

“Fiquei até as 19h esperando uma resposta que não veio. É constrangedor passar por isso, especialmente quando tentamos conciliar os estudos com a criação de um filho”, desabafou a estudante, que acabou desistindo de assistir às aulas daquela noite.

Repercussão e Direitos
O vídeo que circula nas redes sociais, viralizou rapidamente, mobilizando influenciadores e coletivos de direitos das mulheres na capital amazonense. A crítica central gira em torno da contradição entre as campanhas de valorização da mulher, comuns neste mês de março, e a realidade prática enfrentada por mães universitárias.

Especialistas em Direito Educacional apontam que, embora o regimento interno das instituições privadas goze de certa autonomia, o direito fundamental à educação e a proteção à maternidade e à infância devem prevalecer. O caso já é acompanhado por comissões de defesa da mulher, que cobram políticas de inclusão, como salas de amamentação e flexibilidade para lactantes.

Posicionamento da Instituição
Em nota, a Faculdade Santa Teresa lamentou o ocorrido e atribuiu o episódio a um “problema de comunicação” pontual. A instituição afirmou que preza pelo bem-estar de sua comunidade acadêmica e que está revisando seus protocolos de acesso para garantir que situações semelhantes não se repitam, assegurando que a aluna não terá prejuízos em seu desempenho acadêmico.

Texto: Ronaldo Aleixo

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