Em um cenário de crise climática, desigualdades sociais e ameaças à floresta, amamentar é não apenas um ato de cuidado, mas também de resistência. O leite materno é natural, renovável e de baixo impacto ambiental, representando uma alternativa concreta às gerações de resíduos e à dependência imposta pela alimentação industrializada. Assim, a Rede Mães Amazonas realiza o evento ‘Hora do Mamaço 2025’, com o tema “Aleitamento materno: vida, clima e floresta de pé”, que irá acontecer no dia 31 de agosto, das 8h às 11h, no Parque Rio Negro, localizado na R. Beira Mar, 121, São Raimundo, Manaus.
Como evento oficial da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), com o tema global “Priorizemos a amamentação: criemos sistemas de apoio sustentáveis”, promovida pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), o Mamaço convida mães, cuidadores, apoiadores e público em geral a construir redes de cuidado e justiça socioambiental.
A programação contará com uma roda de conversa sobre os impactos das mudanças climáticas na maternidade amazônida, especialmente em comunidades ribeirinhas, indígenas e periféricas, saúde infantil, e o papel da amamentação como ferramenta de resistência. Também haverá a leitura da Carta da COP30, símbolo do compromisso da Rede em conectar as demandas das mães amazonenses à agenda climática global, especialmente na véspera do evento internacional que acontecerá na Amazônia. Em seguida, será realizada a foto oficial, seguida de um momento de celebração pelos 10 anos da Rede Mães Amazonas, com direito a roda de brincadeiras livres e à feira de produtos e serviços voltados às famílias.
“Estamos aqui para afirmar que a amamentação é uma estratégia de justiça social e saúde ambiental, que protege vidas, fortalece saberes tradicionais e defende a Amazônia contra a lógica do lucro. Esperamos que o poder público avance com políticas estruturais, como licença parental estendida, ampliação de bancos de leite humano, investimento em grupos comunitários e ações públicas que unam saúde materno-infantil e preservação ambiental”, explica Alessandrine Silva, administradora da Rede e uma das organizadoras do evento.
A urgência da pauta é evidente: crianças pequenas já sentem os efeitos da crise climática na desnutrição, doenças e insegurança alimentar, especialmente em áreas negligenciadas por políticas públicas. Garantir o direito de amamentar significa combater desigualdades, proteger a infância e preservar o território onde nossas comunidades vivem.
Rede Mães Amazonas – Com 10 anos de trajetória em Manaus e mais de 15 mil mães impactadas, a Rede atua com rodas de conversa, ações de rua, campanhas digitais, projetos com empresas e iniciativas em espaços públicos, sempre conectada à maternidade e aos direitos socioambientais.
O Mamaço 2025 é realizado pela Rede, com apoio da Amazônia de Pé, da Sociedade Brasileira de Pediatria, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), VV Refeições, Associação Intercultural de Hip-Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUAM) e Agência Tapioca Comunicação.