Roberto Cidade e Daniel Almeida batem boca na ALE-AM

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), Roberto Cidade (União), e o deputado estadual Daniel Almeida (Avante) tiveram uma forte discussão na sessão desta terça-feira (24), com direito a xingamentos, acusações de agressão à mulher e vício em álcool entre os parlamentares. O momento ocorreu durante a repercussão das falas do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), irmão de Daniel, contra a Operação Erga Omnes no lançamento de sua pré-candidatura ao governo nessa segunda-feira (23).

Na sessão, o prefeito foi repreendido por Alessandra Campêlo (Podemos), Delegado Péricles (Avante), Wilker Barreto (Mobiliza) e Rozenha (PMB) pelas suas falas contra a Polícia Civil do Amazonas e as instituições como um todo.

Durante sua fala, Wilker Barreto afirmou que o prefeito de Manaus fez um “abraço de afogado” ao sair em defesa da servidora Anabela Freitas, ex-chefe de gabinete de David Almeida, e criticou o prefeito por se voltar contra o governador Wilson Lima (União) somente agora.

O deputado, na sequência, concedeu aparte ao deputado Daniel Almeida, que afirmou ter cobrado o governador sobre os problemas do estado “como aliado do prefeito David Almeida” e retrucou Wilker Barreto por supostamente ter se calado diante das acusações contra o governador Wilson Lima.

“Quando o senhor fala que o David se calou diante dessas situações, que não é obrigação dele, você está falando também do presidente Roberto Cidade, do Carlinhos Bessa (PV), do Mário César Filho (União), do Abdala Fraxe (Avante), de todos os seus colegas que se calaram também e são aliados do governo. O senhor está acusando essa casa de omissão, porque não é competência do David”, disse.

Daniel Almeida também afirmou que a deputada Mayra Dias (Avante) e o candidato à Prefeitura de Parintins apoiado por ela, o hoje prefeito Mateus Assayag (PSD), foram perseguidos pelo governo Wilson Lima por meio da Polícia Militar, lembrando da reunião vazada nas eleições de 2024, a qual teria ocorrido “dentro da casa da parente do deputado Roberto Cidade”.

Ele ainda criticou o delegado Marcelo Martins, responsável pela Erga Omnes, afirmando que ele “deve ter feito a mesma prova que certos delegados fizeram, que na redação pegaram zero e estão como delegado sob efeito de liminar”. Após Wilker Barreto encerrar sua fala, o deputado Roberto Cidade subiu à tribuna para responder às falas de Almeida.

“Deputado Daniel, respeite a minha história. Quando falar do meu nome, fale com contundência. Veio falar de uma casa de uma prima minha, de uma reunião de Parintins, a mentira que foi criada. Eu não tive nada a ver com isso. Eu sou um homem limpo, de família, que trabalhei muito, não vou me curvar para ninguém. Não tem só macho lá no Morro não, tem caboco macho aqui também”, respondeu.

Cidade também criticou David Almeida pelo desrespeito às instituições do Estado. Em aparte, Daniel Almeida afirmou que foi o delegado Marcelo Martins quem desrespeitou as instituições ao prender Anabela Freitas, a quem classificou como “idônea”.

Após Daniel Almeida dizer que Manaus estava muito melhor sob o comando do prefeito, Roberto Cidade disse que o colega via uma cidade “que só existe no mundo da família Almeida”, e Daniel respondeu: “pior seria se fosse na família do Roberto Cidade, que aparelha o Estado para ganhar a política no interior e em Manaus”.

“Se fosse a sua família, seria pior. Porque nem a sua família o senhor respeita. Para falar em família, o senhor tinha que lavar a boca, porque o senhor agrediu a sua esposa. A minha família cuida das suas esposas e dos seus filhos. Eu nunca chamei a minha mulher, com o perdão da palavra, de puta, gorda e escrota. A minha mulher nunca me denunciou sobre isso”, disse.

Cidade respondeu dizendo que nunca agrediu sua família e que foi absolvido no processo. O presidente também mandou Daniel Almeida “ir se tratar” em São Paulo, o chamou de “moleque”, “doente” e “alcóolatra”. A discussão ficou mais acalorada e o microfone do deputado Daniel Almeida precisou ser cortado após ele invadir o tempo de fala dos demais colegas.

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