SINDPAM destaca o dia mundial do queijo e sua importância para os amazonenses

O Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Amazonas (SINDPAM) destaca os tipos de queijos para a população celebrara a data com grande estilo

O dia mundial do queijo, celebrado nesta terça-feira (20), destaca um dos alimentos mais antigos, amados e versáteis do mundo, com grande relevância cultural e econômica, especialmente para as panificadoras, docerias, padarias e delicatessens, lanchonetes e principalmente no meio rural, de acordo com o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Amazonas (SINDPAM).

Presente no café da manhã, no almoço, no jantar e até em momentos especiais de celebração, o queijo ocupa um lugar de destaque na gastronomia e na cultura de diversos países, especialmente no Brasil. Nos últimos anos, o alimento brasileiro vem ganhando reconhecimento no exterior em premiações internacionais, destacando o Brasil como produtor de queijos de qualidade.

A produção de queijos artesanais reflete a diversidade do país de norte a sul, sendo produzidos predominantemente por pequenos produtores rurais e suas famílias, tendo grande importância econômica, cultural e social. Em cada região do país, observa-se a presença de diferentes tipos de queijos, com distintos processos de produção e receitas. A produção estadual no Amazonas, se caracteriza pela diversidade de métodos, técnicas tradicionais e identidade territorial, fatores que contribuem para a agregação de valor aos produtos e para o fortalecimento da agroindústria artesanal.

A presidente do SINDPAM afirma que, a data é uma ótima oportunidade para valorizar a produção artesanal, conhecer novos sabores e entender a importância desse alimento que vai muito além do paladar. “Contudo, podemos aproveitar para cozinhar, buscar e conhecer várias receitas que levam tipos de queijos deliciosos, que deixam a nossa culinária ainda mais gostosa, como por exemplo a pizza, o pão de queijo, o cachorro quente, a tapioca, a crepioca, salgados, doces e vários outros exemplos que fazem parte da nossa mesa, em qualquer horário do dia e da noite”, afirma Zeina Russo.

Atualmente, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares, só no Espírito Santo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2017, são cerca de 1.763 estabelecimentos distribuídos pelo território capixaba. No Amazonas a produção de queijo artesanal (90%), particularmente o queijo coalho, é uma atividade tradicional e relevante na agroindústria familiar, especialmente na região sul do estado, como Autazes e na região do Rio Madeira. Em especial as de estilo flutuante, que representam um nicho importante na agricultura familiar do Amazonas.

 

Conheça a História do Queijo

A história começa há milhares de anos, muito antes da refrigeração ou das técnicas modernas de conservação. Acredita-se que sua origem tenha sido quase acidental, quando povos nômades armazenavam leite em recipientes feitos de estômagos de animais. Com o calor e a ação natural de enzimas presentes nesses recipientes, o leite acabou se transformando em uma massa sólida e saborosa, dando origem aos primeiros queijos.

Com o passar do tempo, diferentes civilizações passaram a aprimorar esse processo. Egípcios, gregos e romanos já produziam e consumiam queijo de forma regular, adaptando técnicas conforme o clima, o tipo de leite disponível e os hábitos locais. Na Europa, especialmente em regiões montanhosas, o queijo se tornou uma solução eficiente para conservar o leite por longos períodos, o que ajudou a criar estilos que conhecemos até hoje.

No Brasil, a história do queijo ganhou identidade própria a partir do período colonial, com destaque para regiões como Minas Gerais, Serra da Canastra, Mantiqueira e interior de São Paulo. O saber passado de geração em geração, aliado às condições naturais de cada região, deu origem a queijos artesanais reconhecidos pela qualidade e pelo sabor marcante.

 

Conheça os Principais Tipos de Queijos:

O queijo de vaca é o mais consumido no mundo e também o mais versátil. Produzido a partir do leite de vaca, ele costuma apresentar sabores que vão do suave ao intenso, dependendo do processo de maturação e do estilo do queijo. É comum encontrar texturas macias, cremosas, firmes ou até quebradiças. Entre os queijos de vaca estão clássicos como muçarela, provolone, camembert, gorgonzola e os tradicionais queijos artesanais brasileiros. Eles harmonizam bem com pães, vinhos, frutas e também são muito utilizados em receitas quentes e frias.

Os queijos de cabra se destacam pelo sabor mais marcante e levemente ácido, além do aroma característico. O leite de cabra possui uma composição diferente, o que resulta em queijos geralmente mais brancos, com textura que pode variar entre fresca, cremosa ou mais firme, dependendo da maturação. Muito apreciados na gastronomia contemporânea, os queijos de cabra combinam bem com mel, geleias, frutas secas e saladas. São opções interessantes para quem busca sabores mais intensos e experiências diferentes

Produzido a partir do leite de búfala, esse tipo de queijo é conhecido pela cremosidade e pelo sabor delicado. O leite de búfala tem maior teor de gordura e proteína, o que confere uma textura macia e um derretimento excelente. A muçarela de búfala é o exemplo mais conhecido, mas existem também versões maturadas e artesanais que surpreendem pelo equilíbrio entre suavidade e profundidade de sabor. Os queijos de búfala são perfeitos para quem aprecia texturas aveludadas e sabores elegantes.

 

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