IRANDUBA (AM) – O que deveria ser o caminho para o desenvolvimento tornou-se um cenário de isolamento e revolta. Moradores e produtores rurais do Ramal da Jandira, em Iranduba, endureceram o tom das críticas contra a atual gestão do prefeito Augusto Ferraz. O motivo é o estado de calamidade da via, que, segundo a comunidade, sofre com o descaso histórico do poder público.
Produção Perdida e Isolamento Social
A situação no ramal ultrapassa o incômodo dos buracos. Com as chuvas intensas de 2026, a lama transformou a estrada em uma armadilha. Caminhões carregados com a produção local não conseguem escoar os alimentos, resultando em toneladas de hortifrúti apodrecendo à beira da estrada.
“O imposto sai do suor do produtor, mas o retorno não chega. Não estamos pedindo um favor, estamos exigindo um direito básico para trabalhar”, afirma um agricultor que preferiu não se identificar.
Além do impacto econômico, a crise atinge serviços essenciais:
- Educação: O ônibus escolar não consegue realizar o trajeto, deixando crianças e jovens sem aulas.
- Saúde: Em dias de chuva, ambulâncias não conseguem entrar no ramal, colocando em risco a vida de idosos e gestantes que dependem de atendimento emergencial.
A Falha dos “Paliativos”
A principal reclamação da comunidade é a qualidade das intervenções realizadas pela Secretaria de Obras. De acordo com os moradores, a prefeitura tem feito apenas “maquiagens” – serviços de terraplenagem superficiais que desaparecem na primeira tempestade.
A exigência agora é por um cascalhamento de alta qualidade e obras de drenagem que garantam a trafegabilidade durante todo o ano, e não apenas no período de seca.
O Outro Lado
Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Iranduba não havia se manifestado oficialmente sobre o cronograma de obras específicas para o Ramal da Jandira ou sobre os prejuízos relatados pelos produtores. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Análise Política e Social
O Ramal da Jandira é um dos pilares da economia agrícola de Iranduba, abastecendo não apenas a sede do município, mas também a capital, Manaus. O sentimento de “cidadão de segunda classe” relatado pelos produtores reflete um abismo entre o marketing oficial da gestão municipal e a realidade do pé no barro enfrentada por quem sustenta a mesa do amazonense.
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