A “Bomba Relógio” de R$ 60 Bilhões: Por que metade da bancada do AM se cala sobre o Banco Master?

O mercado financeiro brasileiro está sob o impacto de um terremoto cujos escombros podem atingir em cheio o bolso do contribuinte amazonense. O Banco Master, que até pouco tempo ostentava um crescimento agressivo e suspeito, teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em dezembro de 2025. O que emerge agora é um dos maiores escândalos bancários da história recente.

Os Números do Rombo

  • Fraude Bilionária: Estima-se a venda de R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios para o Banco de Brasília (BRB).

  • Passivo Explosivo: Suspeitas de rombos que ultrapassam a marca dos R$ 60 bilhões.

  • O Golpe: Através de empresas de fachada (como a The Pay), o banco criava “direitos creditórios” inexistentes. Esses ativos podres eram empacotados e vendidos a bancos estatais e fundos de pensão, drenando o dinheiro público de forma sistêmica.

O Escudo Político: O “Racha” na Bancada do Amazonas

Para furar a blindagem jurídica que protege os arquitetos desse esquema, o Congresso Nacional tenta instalar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). É o único caminho para quebrar sigilos bancários e fiscais de alto escalão.

No entanto, no Amazonas, a bancada federal de 8 deputados dividiu-se ao meio, expondo quem quer luz sobre o caso e quem prefere manter as sombras.

✅ OS INVESTIGADORES: Assinaram a CPMI

Parlamentares que cederam à pressão popular e ao dever de fiscalização do dinheiro público:

  1. Amom Mandel (Cidadania)

  2. Capitão Alberto Neto (PL)

  3. Fausto Jr. (União Brasil)

  4. Pauderney Avelino (União Brasil)

❌ OS OMISSOS: Não assinaram até o momento

O silêncio destes nomes levanta questionamentos sobre quais interesses estão sendo preservados:

  1. Adail Filho (Republicanos)

  2. Átila Lins (PSD)

  3. Saullo Vianna (União Brasil)

  4. Sidney Leite (PSD)

Análise: O que explica o silêncio?

A omissão parlamentar diante de um rombo de R$ 60 bilhões não costuma ser gratuita. Três hipóteses dominam os bastidores:

  • Conexões e Financiamento: O Banco Master mantinha uma teia de influência que incluía doações e consultorias. Há parlamentares com ligações indiretas a esse ecossistema?

  • Alinhamento com o Governo: Com o BRB (estatal) no olho do furacão, a base governista teme que a CPMI desgaste o Planalto e suas instituições.

  • A “Caixa de Pandora”: Relatórios sugerem que o esquema pagava “consultorias” a parentes de autoridades de tribunais superiores. O medo de uma retaliação jurídica trava as canetas no Congresso.

O Perigo para o Amazonas

Não se engane: o problema não está apenas em São Paulo ou Brasília. O impacto no Amazonas é real e imediato:

  • Previdência em Risco: Institutos de previdência municipais e estaduais (RPPS) podem ter aplicado recursos em fundos “contaminados” pelo Master.

  • Servidores Públicos: Milhares de amazonenses com empréstimos consignados vinculados à instituição entram agora em um limbo jurídico, sem saber como ficarão suas dívidas e garantias.

A pergunta que o portal Chumbo Grosso deixa no ar é clara: Deputados Adail Filho, Átila Lins, Saullo Vianna e Sidney Leite, a quem vocês estão protegendo com essa omissão? O povo do Amazonas exige respostas.

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