Enquanto a segurança pública é pauta constante nos discursos oficiais, as imagens que chegam do município de Manaquiri, na Região Metropolitana de Manaus, revelam o abandono e a falta de respeito com os profissionais da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Vídeos e fotos registrados por quem vivencia o cotidiano da unidade mostram um cenário de completa insalubridade. O que deveria ser um quartel assemelha-se a uma estrutura em colapso: goteiras abundantes transformam o interior do prédio em uma extensão do temporal, forçando os policiais a utilizarem baldes, panelas e bacias espalhadas pelo chão para conter o alagamento.
“Não é um cativeiro, é o quartel”
A indignação é latente. As paredes apresentam marcas de infiltração severa, fiação exposta próxima à água — o que gera um risco iminente de curto-circuito e incêndio — e alojamentos em condições sub-humanas. “Os guerreiros do interior estão trabalhando nessas situações”, desabafa o autor da denúncia, ressaltando o contraste entre a responsabilidade do cargo e a precariedade da estrutura oferecida pelo Estado.
Omissão e Risco à Saúde
A situação no batalhão de Manaquiri não é apenas um problema logístico, mas uma questão de saúde e segurança do trabalho. Ambientes úmidos e mofados propiciam doenças respiratórias, enquanto a infraestrutura comprometida prejudica o descanso e a prontidão da tropa, que precisa estar em alerta para proteger a população.
Cobrança por providências
Diante da gravidade dos fatos, é urgente que o Governo do Estado do Amazonas e o Comando Geral da PMAM se manifestem e apresentem um cronograma imediato de reforma e adequação da unidade.
Não se pode exigir excelência no policiamento quando a dignidade básica do policial é ignorada. A sociedade de Manaquiri e os policiais que nela servem merecem um quartel que represente a força da lei, e não o retrato do descaso público.
Texto: Ronaldo Aleixo





