Quatro dias após o assassinato de Romário Paes Cardoso, de 70 anos, a Polícia Civil prendeu o autor do crime: seu próprio filho, Adriano do Couto Marques, de 40 anos. A prisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (21), em Campo Grande, após a Justiça expedir o mandado de prisão preventiva.
O Crime e a Motivação
O homicídio aconteceu no último domingo (18), no bairro Nova Lima. Pai e filho residiam no mesmo terreno, mas em casas separadas, e mantinham um histórico de conflitos. No dia do crime, a discussão teria sido motivada por uma situação banal: uma bola de futebol que caiu no terreno da vítima.
A briga escalou rapidamente e envolveu outros familiares. Segundo as investigações, Romário tentou intervir em uma discussão entre Adriano e a madrasta, momento em que o filho sacou uma arma e disparou contra o pai. O delegado Felipe Rossato detalhou que, mesmo após o primeiro disparo, Adriano retornou e efetuou novos tiros enquanto a vítima ainda agonizava. Cinco tiros atingiram a cabeça do idoso.
Fuga e Rendição
Após o crime, presenciado por crianças da família, Adriano fugiu em uma motocicleta. Ele permaneceu escondido na casa de parentes de sua esposa por quatro dias. Na terça-feira (20), já fora do período de flagrante, ele se apresentou espontaneamente à delegacia e entregou a arma do crime.
Embora tenha sido liberado inicialmente, a polícia monitorava o suspeito devido à tensão entre os familiares da vítima e do autor. Com a decretação da prisão pela Justiça, os agentes efetuaram a captura nesta tarde.
Histórico da Vítima
As investigações também trouxeram à tona o passado de Romário Paes Cardoso. Em 2015, ele foi acusado de matar o namorado de sua ex-esposa, motivado pela não aceitação do término do relacionamento. Além disso, possuía registros por envolvimento com drogas em 2012.
Procedimentos Judiciais
Adriano do Couto Marques foi indiciado por:
Homicídio qualificado por motivo fútil.
Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.
O acusado permanece à disposição da Justiça e o caso segue em fase final de instrução pela Polícia Civil.
Por Gabi Cenciarelli | Campo Grande News





