O pastor Anderson Silva, líder da igreja Vivo por Ti, afirmou nesta sexta-feira ter recebido duas ligações da Polícia Federal sobre a ocasião em que esteve em um podcast com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em maio passado, o religioso pediu oração: “senhor, arrebenta a mandíbula de Lula”. O caso, à época, ganhou grande repercussão, fazendo com que o ministro da Justiça, Flávio Dino, encaminhasse a gravação à PF para que fosse investigada pela corporação.
Neste contexto, em uma publicação em seu Instagram, pastor Anderson diz ter recebido dois telefonemas dos agentes, nos quais teria refutado a ideia de que teria ameaçado o presidente da República. Segundo o líder evangélico, ele estaria sendo vítima de “perseguição”:
— Eu falei para o delegado que eu não incitei crime contra ninguém. Eu não desacreditei as instituições, por mais que não creia na maioria delas, e citei Bíblia como um pastor: Salmos Capítulo 2, Salmos Capítulo 3, Salmos Capítulo 58, e Apocalipse 2:22. E o delegado foi tomando nota “qual versículo é? O que você quis dizer”.
Segundo o pastor, a expressão “arrebentar a mandíbula” que foi usada por ele teria uma conotação metafórica.
— A mandíbula é uma linguagem metafórica do salmista, né? A mandíbula é onde o opositor te dá a mordida, então o salmista clama a Deus, para que Deus lide com a autoridade que o opositor tem. Não incitei violência contra absolutamente ninguém — finalizou.
A entrevista foi ao ar em 17 de maio, mas viralizou em junho após o mestre em geopolítica Vinicios Betiol ter compartilhado o trecho em seu perfil no X (antigo Twitter).





