Veja quem são os policiais do Bope que foram atingidos na operação no Complexo da Maré; um deles morreu

Jorge Henrique Galdino Cruz, policial morto em operação na Maré — Foto: Reprodução

Dois policiais militares, lotados no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foram baleados durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte, nesta terça-feira. Um deles, identificado como Jorge Henrique Galdino Cruz, morreu. Já Rafael Wolfgramm Dias passou por cirurgia no Hospital Federal de Bonsucesso e seu quadro de saúde é considerado estável.

Jorge Henrique Galdino Cruz tinha 32 anos. Terceiro-sargento, ele ingressou na corporação em 2011, entrando para o Bope oito anos depois, em 2019. O agente, que morreu mesmo após tentativas de reanimação, deixa esposa e três filhos, um menino e duas meninas. Através de sua conta no X (antigo Twitter), a Polícia Militar afirmou lamentar profundamente a sua morte.

Pelas redes sociais, ele costumava compartilhar momentos em família, seja ao lado da mulher ou até vestindo o uniforme do Flamengo, ao lado do filho. Quando publicou uma foto correndo, por exemplo, um dos seus amigos brincou: “Caveira 06”, em referência ao símbolo do batalhão em que era lotado.

Amigos também usaram as redes sociais para lamentar a sua morte. Um deles afirmou que “vai deixar saudades”, após compartilhar uma foto do policial com a farda do Bope.

Rafael Wolfgramm Dias, ferido

O outro policial do Bope baleado na operação foi Rafael Wolfgramm Dias, de 37 anos. Segundo-sargento, ele está no CTI do Hospital de Bonsucesso.

Policiais foram atacados, segundo PM

A operação visava localizar e prender criminosos envolvidos em roubos nas vias expressas do entorno da Maré. De acordo com a PM, policiais do Bope realizavam patrulhamento em busca do esconderijo de chefes do tráfico, no momento em que foram atacados por homens armados, atingindo os sargentos Jorge Cruz e Rafael Dias.

Em represália à ação policial, bandidos fecharam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha no final da manhã. Ainda na Avenida Brasil, um ônibus foi incendiado na pista sentido Zona Oeste, na altura da Vila do João e perto da unidade da Maré da Fiocruz. O coletivo, que fazia a linha 361 (Recreio dos Bandeirantes—Castelo), e uma carreta foram usados para bloquear a via expressa.

Internautas relataram pânico pelas vias expressas da cidade

Nas redes sociais, internautas relatam momentos de pânico enquanto passavam pelas vias expressas da cidade:

“Indo para Botafogo e do nada escutando granada explodindo, linha amarela e linha vermelha fechadas para tiroteio. Minha mãe igual velozes e furiosos dando ré na Brasil, ônibus pegando fogo”, uma usuária escreveu no “X” (antigo Twitter).

“Começar o dia fugindo de tiroteio na Linha Vermelha para lembrar a emoção de morar no Rio. Evitem a região”, escreveu outra.

“Operação na Maré parou TODO o trânsito na Avenida Brasil. Tá literalmente TUDO parado. Impressionante como essas operações prejudicam a vida de tantos trabalhadores. Tudo isso pra matar soldados do tráfico que são substituídos no segundo seguinte e sequer enxugam gelo”, escreveu um usuário da rede social X.

Porta-voz da PM diz que operação na Maré não teve êxito

Segundo a tenente-coronel Cláudia Moraes, não é possível falar em êxito da operação nesta terça-feira após a morte de um policial do Bope:

— A gente não pode falar em êxito quando tivemos uma perda humana, em especial de um policial do Bope — afirmou ela.

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