Ex acusa empresário do agro de estupro e perseguição; Justiça proíbe aproximação

A vítima conta que foi estuprada e mantida em cárcere privado pelo ex que não aceita o fim do casamento.

A Justiça de Mato Grosso proibiu o empresário do ramo do agronegócio, André Ângelo Bottan, de se aproximar da ex-esposa, E.A.C., após ele ter sido acusado de agredir e perseguir a vítima, por supostamente não aceitar o fim do casamento. A decisão é da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.

De acordo com a denúncia feita à 20ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, o empresário passou a perseguie a ex-mulher em 2020, quando o casal começou a tratar sobre o divórcio.

De acordo com a mulher, o empresário não aceitava o fim do casamento e começou a persegui-la na academia, shopping e na escola dos filhos. Ela contou ainda que teve seu aparelho celular vasculhado, documentos de seu computador clonados e, além disso, a informação é que André teria tentado colocar um equipamento de rastreador em seu veículo e no aparelho celular.

Consta ainda que o empresário teria mantido a vítima em cárcere privado, onde a obrigou a manter relações sexuais com ele. No caso mais recente, a mulher conta que homens a estariam vigiando a mando do ex-marido, que teria contratado um detetive particular para rastreá-la.

Na decisão, a magistrada proibiu que André se aproxime de E., dos familiares e das testemunhas relacionadas ao caso, além de não permitir contato com eles por qualquer meio de comunicação.

A juíza também determinou que o empresário participe, durante 120 dias, de um grupo para autores de violência contra a mulher cujo objetivo é desconstruir o comportamento violento.

“A palavra da vítima, em harmonia com os demais elementos presentes nos autos, possui relevante valor probatório, especialmente em crimes que envolvem violência doméstica e familiar contra a mulher”, considera a juíza.

No início do mês, o Ministério Público de Mato Grosso detemrinou que a Polícia Judiciária Civil investigue o caso
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