A casa caiu para quem deveria dar o exemplo. O major aposentado da Polícia Militar, Ricardo Azevedo da Silva, de 54 anos, trocou a farda pela cela após um ataque de fúria e covardia contra a própria esposa. O crime aconteceu no último sábado (28/3), na Vila Scarpelli, em Santo André, e chocou até os colegas de farda que atenderam a ocorrência.
O Ataque e o Socorro
A Polícia Militar chegou ao local após denúncias anônimas de vizinhos que ouviram o desespero dentro da residência. Ao entrarem na casa, os agentes encontraram uma cena de terror: a vítima estava trancada em um quarto com a filha, tentando escapar das garras do agressor.
A mulher relatou momentos de pânico. Segundo o depoimento, o major:
Desferiu mordidas no rosto da vítima; Tentou estrangulá-la com as mãos; Só parou o ataque porque a filha do casal interveio e gritou por socorro.
Embriaguez e Desacato
O “valentão” foi encontrado na sala com visíveis sinais de embriaguez. Mas a audácia não parou na agressão doméstica: ao receber voz de prisão, o major aposentado reagiu, peitou a guarnição e disparou ameaças contra os policiais que cumpriam o seu dever. Nenhuma arma foi encontrada no imóvel, mas o estrago físico e psicológico já estava feito.
Do Pódio Eleitoral ao Presídio Militar
Figura conhecida na região, Ricardo Silva tentou a sorte na política em 2024, quando se candidatou a vereador pelo PL em Santo André. Na época, pregava uma “liderança forte” e progresso para a cidade. Nas urnas, o discurso não colou (teve apenas 808 votos). Agora, a “força” que ele dizia ter foi usada da pior maneira possível: contra a própria família.
A CONTA CHEGOU: O agressor foi autuado por violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato. Por ser oficial da reserva, ele foi escoltado para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital. Além de prestar contas à Polícia Civil, ele agora encara o rigor da Corregedoria da PM.





