A segunda etapa da Operação Tamoiotatá 6 foi concluída nesta quinta-feira (02/04) com a aplicação de R$ 32.296.496 em multas por desmatamento ilegal, descumprimento de embargo ambiental e outras infrações ambientais no sul do Amazonas. Os dados constam em relatórios técnicos consolidados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), referentes às bases operacionais da operação no período de 14 de março a 2 de abril de 2026.
As ações ocorreram em diferentes frentes. Na base de Humaitá (a 590 km de Manaus), que também abrangeu o município de Canutama (a 619 km da capital), foram aplicados R$ 22.967.400 em multas, com 47 autos de infração lavrados, relacionados principalmente a desmatamento, descumprimento de embargo e atividades agropecuárias irregulares. Já na base de Apuí (a 453 km de Manaus), que incluiu ainda Novo Aripuanã (a 227 km da capital), as penalidades somaram R$ 9.329.096, com 18 autos de infração, além de embargos e notificações por irregularidades ambientais.
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a Operação Tamoiotatá 6 é resultado de uma atuação integrada entre os órgãos estaduais e federais, com planejamento baseado em inteligência ambiental e monitoramento contínuo das áreas sob maior pressão.
“A Operação Tamoiotatá 6 é uma determinação do governador Wilson Lima e reflete o compromisso do Governo do Amazonas com a proteção da floresta. O trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização e segurança pública tem sido fundamental para ampliar a presença do Estado nessas regiões, coibir práticas ilegais e garantir a responsabilização dos infratores. Os resultados desta etapa mostram que essa estratégia tem sido eficaz no enfrentamento ao desmatamento e na preservação ambiental”, afirmou Picanço.
Ações de fiscalização
Durante a segunda etapa, as equipes realizaram fiscalizações em áreas previamente identificadas por sistemas de monitoramento, com base em alertas de desmatamento e análise geoespacial. As ações incluíram incursões em campo, lavratura de autos de infração, embargos de áreas degradadas e encaminhamento de casos aos órgãos de controle para responsabilização administrativa, civil e penal.
Além das autuações, a operação também resultou na interrupção de atividades irregulares e na apreensão de bens utilizados em infrações ambientais. Entre as ações, estão fiscalizações em empreendimentos irregulares, como pontos de comercialização de combustíveis, além da verificação de estruturas e atividades em áreas com indícios de irregularidades ambientais, incluindo abatedouros clandestinos e serrarias móveis. Em diversos casos, os responsáveis foram identificados e as atividades, imediatamente interrompidas.
Os responsáveis autuados têm o prazo legal de 20 dias, a contar da data de notificação, para apresentar defesa administrativa ou optar pelo pagamento das multas aplicadas. Os valores aplicados em multas são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), e contribuem para o financiamento de ações de proteção ambiental no Amazonas.
Com o encerramento desta fase, a terceira etapa da Operação Tamoiotatá 6 será iniciada automaticamente, com a atuação de uma nova equipe composta por representantes dos órgãos envolvidos, garantindo a continuidade das ações de fiscalização e combate aos ilícitos ambientais no Amazonas.
Força-tarefa integrada
A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação conjunta do Governo do Amazonas e conta, nesta segunda etapa, com a atuação do Ipaam, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A operação também contou com o apoio de órgãos federais, como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa.
As ações da Tamoiotatá 6 incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, lavratura de autos de infração, embargos e outras medidas administrativas previstas na legislação ambiental. O trabalho também prioriza a proteção das Unidades de Conservação (UCs) estaduais e de áreas estratégicas para a conservação da floresta.
Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e reforçando as ações permanentes de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas.
A iniciativa conta ainda com o apoio da Sema e com recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.
O Ipaam disponibiliza à população um canal direto para denúncias de infrações ambientais por meio do WhatsApp (92) 98557-9454. O número é administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) e permite o envio de informações que auxiliam no direcionamento das ações de fiscalização em todo o Amazonas.





