Um pregador evangélico foi preso por suspeita de cometer abusos sexuais contra adolescentes que frequentavam uma igreja em Guarulhos (SP).
Joilson da Silva de Freitas Santos, 39, foi detido de forma preventiva na noite de ontem no apartamento em que morava. No local, eram cometidos os abusos, segundo a polícia.
O homem se apresentava como pregador da Igreja Lagoinha de Guarulhos. As redes sociais do núcleo jovem da instituição tratavam Joilson como “líder” do grupo.
A Igreja Lagoinha de Guarulhos nega que Joilson fosse pastor e diz que ele não tinha autorização para “discipular” na instituição. Ressalta ainda que, até o momento, as investigações mostram que os fatos ocorriam na residência do suspeito, não na igreja.
A igreja Batista da Lagoinha Guarulhos, por seu advogado, lamenta, profundamente os fatos narrados. Informa que o Sr. Joilson da Silva de Freitas Santos, não era pastor da Igreja e que nunca foi ordenado ou consagrado ao ministério pastoral.Leonardo Girundi, advogado da igreja, em nota.
O caso chegou até a polícia após um adolescente fugir do apartamento de Joilson e procurar ajuda do porteiro do prédio. Em seguida, a polícia foi acionada.
Outros dois adolescentes também procuraram a polícia para denunciar o caso após registro do boletim de ocorrência, segundo a TV Globo.
Os adolescentes afirmaram que Joilson os levava para casa para “discipular”. No local, Joilson chantageava os adolescentes para cometer os estupros, segundo o delegado responsável pelas investigações.
Ele [Joilson] chantageava esse núcleo [jovem] que administrava, no sentido de: se você não praticar comigo o ato sexual eu vou expor para seus pais e o pessoal da igreja que você se masturba, procura vídeos eróticos e se interessa por sexo. As crianças, acuadas, cediam”.Fluvio Mecca, delegado do 5º DP, em entrevista à TV Globo.
A esposa de Joilson, que também tinha o nome elencado como parte da equipe da igreja no site da instituição, é investigada por suspeita de compactuar com os abusos.
A defesa do pastor é procurada pelo Chumbo Grosso. O espaço permanece aberto para manifestação.





