Agência de saúde inicia avaliação abrangente após anos afirmando não existir nenhuma ligação, revelando que estudos não descartaram a possibilidade de causalidade.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) revisaram seu posicionamento oficial sobre a potencial relação entre vacinas e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme uma atualização discreta em seu website.
A nova redação da agência de saúde afirma:
“A alegação de que ‘as vacinas não causam autismo’ não é baseada em evidências, visto que os estudos existentes não descartaram a possibilidade de que as vacinas infantis possam causar autismo.”
O CDC ainda reconheceu que a antiga afirmação “as vacinas não causam autismo” era “historicamente disseminada” pela agência e por outras entidades federais de saúde com o intuito de reduzir a hesitação vacinal.
Avaliação Abrangente
Anteriormente, a página da agência garantia: “Estudos demonstraram que não há nenhuma ligação entre receber vacinas e desenvolver transtorno do espectro autista (TEA)”.
A mudança acompanha o lançamento de uma “avaliação abrangente” por parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS) para investigar as possíveis causas do autismo. Segundo o CDC, esta avaliação incluirá estudos sobre “mecanismos biológicos plausíveis e potenciais relações causais”.
Reações Divergentes
A organização Children’s Health Defense (Defesa da Saúde Infantil) recebeu a alteração com satisfação. “Finalmente, o CDC começa a reconhecer a verdade sobre essa condição que afeta milhões, desmentindo a mentira antiga de que ‘as vacinas não causam autismo'”, disse Mary Holland, CEO da organização.
Por outro lado, a Academia Americana de Pediatria (AAP) mantém sua posição, afirmando em seu website: “Estudos têm repetidamente encontrado nenhuma ligação credível entre vacinas infantis que salvam vidas e o autismo.”
Foto: A agência observou que a afirmação “as vacinas não causam autismo” tem sido “historicamente disseminada” pelo CDC e outras agências federais de saúde em um esforço para prevenir a hesitação em relação às vacinas. (iStock)
Por Melissa Rudy, Fox News Publicado 20 de novembro de 2025





