Monkeypox: DF tem 21 casos confirmados e outros 70 suspeitos

A Secretaria de Saúde criou, nesta sexta (29/7), uma comissão de enfrentamento da doença. Pasta realiza levantamento do perfil dos pacientes

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou, nesta sexta-feira (29/7), que a capital federal tem 21 casos confirmados de infecção pela varíola dos macacos, também conhecida como monkeypox. Segundo a pasta, outros 70 pacientes com suspeita estão aguardando o resultados dos exames laboratoriais.

Também nesta sexta, o órgão criou o Comitê Operacional de Emergências (COE) para atuar no combate à doença. a Secretaria realiza levantamento do perfil dos pacientes e deve divulgar os resultados na próxima semana. Em âmbito nacional, a varíola já é tratada como surto.

Por enquanto, a secretaria colhe as amostras dos pacientes com suspeita de infecção e envia ao Rio de Janeiro para que laboratórios de referência realizem os testes necessários para confirmação ou descarte de monkeypox. A expectativa é de que os serviços de análise dos materiais coletados de pacientes suspeitos comecem a partir de segunda-feira (1º/8) no DF.

Segundo a Secretaria de Saúde, o DF tem transmissão comunitária da varíola. A pasta informa que, além das unidades básicas de saúde (UBSs), as UPAs estão prontas para receber pacientes com suspeita de monkeypox.

Primeiro óbito

O Ministério da Saúde informou, nesta sexta, que a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil foi de um paciente com diversas comorbidades, incluindo câncer (linfoma). O óbito ocorreu na quinta-feira (28/7). De acordo com a pasta, o homem tinha 41 anos e ficou hospitalizado em um centro de saúde público de Belo Horizonte (MG).
Depois, foi encaminhado ao Centro de Terapia Intensiva (CTI). Segundo o Ministério da Saúde, a causa da morte foi choque séptico (alastramento de infecção pelo corpo), agravado por varíola dos macacos.

O último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o Brasil registrou, até o momento, 1.066 casos da doença.

Com a escalada de casos em diversos estados brasileiros, a pasta inaugurou, nesta sexta, um Centro de Operações de Emergência (COE) com objetivo de acompanhar o desenvolvimento da doença. De acordo com o órgão, há casos confirmados em 16 unidades da Federação.

Surto

Nesta semana, a pasta começou a tratar, pela primeira vez, a doença como um surto. O termo é utilizado na epidemiologia para identificar quantidades acima do normal de doenças contagiosas ou de ordem sanitária.

O Ministério da Saúde ainda não havia utilizado o termo em notas enviadas à imprensa, somente em pareceres técnicos ao citar casos semelhantes de aumento da curva de contaminação registrados em outros países.

Metrópoles

 

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