CASTANHAL – A negligência e a ineficiência do sistema de regulação de leitos do Governo do Pará fizeram mais uma vítima fatal. Elias José Rodrigues Pereira, paciente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castanhal, faleceu nesta quarta-feira (11) após uma agoniante espera de 11 dias por uma vaga em um hospital especializado.
O caso, denunciado pelo comunicador Naldo Lobo, expõe o abismo entre a propaganda institucional da gestão Helder Barbalho e a realidade desoladora vivida nos corredores das unidades de saúde. Elias, descrito por amigos e familiares como um homem trabalhador e dedicado, não resistiu ao agravamento de seu quadro clínico enquanto aguardava a burocracia da “decadente” Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SESPA).
Crônica de uma morte anunciada
Segundo os relatos, a transferência para o Hospital Regional só foi autorizada quando o estado de saúde do paciente já era irreversível. A demora na liberação da vaga transformou o que deveria ser um atendimento digno em mais um número nas tristes estatísticas de óbitos evitáveis no estado.
Enquanto o governo estadual investe vultosos recursos em publicidade para vender uma saúde “às mil maravilhas”, o episódio de Castanhal revela:
Inoperância Crônica: A central de regulação da SESPA tem se mostrado incapaz de atender demandas urgentes em tempo hábil.
Abandono nas UPAs: Pacientes de alta complexidade ficam retidos em unidades sem suporte adequado, aguardando decisões administrativas.
Contraste Ético: A família de Elias sofreu em dobro: pela doença do ente querido e pelo descaso humano das autoridades competentes.
Luto e indignação
A partida de Elias José Rodrigues Pereira deixa um rastro de dor e revolta. O sentimento geral é de que a estrutura pública falhou com um cidadão que cumpriu seus deveres e, no momento em que mais precisou do Estado, recebeu apenas o silêncio da espera.
A redação do portal Chumbo Grosso segue acompanhando o caso e deixa o espaço aberto para que a SESPA se manifeste sobre a demora na regulação deste e de outros pacientes que ainda aguardam por socorro.





