O discurso do “novo” na política do candidato ao governo Wilson Lima (PSC) foi mais uma vez questionado pelo seu opositor, Amazonino Mendes (PDT), candidato da coligação ‘Eu voto no Amazonas’, na noite de ontem, em debate na TV Amazonas.
É que Wilson Lima fez, neste segundo turno, alianças políticas, com um grupo de peso da velha política, como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), o senador Omar Aziz (PSD), o deputado federal Silas Câmara (PRB) e o deputado estadual Sidney Leite (PSD). Wilson Lima, em resposta, mudou de assunto quando questionado sobre as alianças.
A maioria dos políticos desse grupo apoiava o ex-governador José Melo.
Amazonino afirmou no debate que Wilson Lima está sendo apoiado também pelo Grupo Bringel.
As empresas desse grupo esperam receber R$ 278,3 milhões do Governo do Amazonas, segundo informações do portal da transparência do Estado. A maior parte da dívida, de 2014 a 2017, foi judicializada e está sendo discutida na Justiça Estadual. Mais da metade, R$ 159,4 milhões, foram de contratos na administração do ex-governador José Melo (PROS). Sobre o assunto Wilson Lima também não explicou.
Arthur Virgílio: novo apoio
Em entrevistas publicadas em sites de noticias locais (Portal BNC – http://bit.ly/ArthurApoiaWilson), o prefeito de Manaus Arthur Neto tem declarado seu apoio a Wilson Lima, sendo até desrespeitoso com o governador Amazonino Mendes, apoiado por ele na eleição de 2017, para o mandato tampão.
Arthur Neto, mesmo com a máquina da Prefeitura foi um dos maiores derrotados nesta eleição, que teve seu filho, Arthur Bisneto como candidato a vice na chapa de Omar Aziz. “Esta eleição já está decidida. A novidade é saber qual vai ser a diferença”, disse Arthur ao BNC, se antecipando e menosprezando o direito do povo a escolher em quem votar.
Omar Aziz, também derrotado no primeiro turno, por sua vez, optou por um apoio informal a Wilson Lima, de acordo com reportagem do Blog do Pávulo (http://bit.ly/OmarApoiaWilson ). O apoio não será público porque Omar, além de ter sofrido uma das maiores derrotas da sua carreira política, ainda precisa se manifestar sobre o irmão, Murad Aziz, que foi preso na operação Cash Back, suspeito de participar de uma quadrilha que saqueou cerca de R$ 500 milhões dos cofres da saúde do Estado.




