
Os números da Quaest de maio de 2026 mostram que o Brasil está rachado ao meio e em clima de guerra de trincheiras. Lula e Flávio Bolsonaro estão no que se pode chamar de “empate de morte”: 42% a 41%. A vantagem numérica do petista é irrelevante diante da margem de erro, mas o dado político é o que arde: a polarização não deu trégua e a eleição de outubro será decidida no detalhe.
Aqui está o resumo do cenário para quem quer entender o jogo bruto:
O Funil do 2º Turno: Lula vs. Flávio
O senador Flávio Bolsonaro consolidou-se como o herdeiro do espólio bolsonarista. Após meses de oscilação, ele aparece colado no presidente.
| Candidato | Maio/26 | Abril/26 | Tendência |
| Lula (PT) | 42% | 40% | Subida leve |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 41% | 42% | Estabilidade |
| Branco/Nulo | 14% | 16% | Queda |
O Fator “Independente”
O fiel da balança é o eleitor que rejeita os dois polos (32% do total). Nesse grupo, o cenário é de terra arrasada: 35% preferem anular ou nem ir votar. No entanto, houve um respiro para o governo: pela primeira vez desde janeiro, Lula parou de sangrar entre os independentes e oscilou positivamente.
A Reação do Governo
A melhora marginal de Lula não é por acaso. O Planalto apelou para o bolso e para o pragmatismo:
- Desenrola 2.0: Com 50% de aprovação, o programa de renegociação de dívidas é o principal escudo do governo.
- Taxa das Blusinhas: A revogação do imposto sobre compras internacionais foi uma manobra rápida para conter o desgaste nas redes sociais.
- Foto com Trump: A visita de Lula a Donald Trump na semana passada confundiu a oposição e foi lida como demonstração de força por 43% dos eleitores.
1º Turno: Pulverização na Terceira Via
No cenário com todos os candidatos, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio com 33%. Os outros nomes — Zema, Caiado e Renan Santos — somados, não chegam a 15%. Isso indica que, até agora, a tentativa de uma “terceira via” robusta naufragou, deixando a disputa para os dois exércitos principais.
O dado que preocupa o Planalto: 55% dos brasileiros ainda acham que Lula não merece um novo mandato. Por outro lado, 44% têm mais medo da volta dos Bolsonaro do que da continuidade do PT (42%).
A eleição de 2026 não será sobre amor, mas sobre qual rejeição fala mais alto.




