Operação Erga Omnes: PC-AM desarticula braço político de facção criminosa do Comando Vermelho

As ações ocorrem no Amazonas, Ceará, Piauí, Pará, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.

Divulgação

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a operação “Erga Omnes”. A ação investiga um núcleo político ligado à facção Comando Vermelho (CV), envolvendo servidores públicos e movimentações milionárias para o tráfico internacional.

Detalhes da Operação

  • Mandados: A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão.
  • Prisões: 14 pessoas foram detidas até o momento, sendo oito em Manaus.
  • Abrangência: As ações ocorrem no Amazonas, Ceará, Piauí, Pará, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais.
  • Bloqueios: Foi autorizada a quebra de sigilo bancário e o congelamento de contas dos investigados.

O Esquema Criminoso

Segundo a polícia, o grupo financiava a compra de drogas na Colômbia. Manaus funcionava como o centro logístico para a distribuição das substâncias pelo Brasil. O lucro do tráfico era lavado por meio de empresas de logística de fachada.

Principais Investigados

A investigação aponta a infiltração da facção em órgãos públicos e postos estratégicos:

  • Anabela Cardoso Freitas: Investigadora da Polícia Civil e membro da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus. Ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, ela é suspeita de movimentar R$ 1,5 milhão para a facção.
  • Izaldir Moreno Barros: Servidor do Tribunal de Justiça (TJ-AM). Acusado de fornecer informações sigilosas de processos para beneficiar o grupo.
  • Adriana Almeida Lima: Ex-secretária na Assembleia Legislativa (ALEAM). Relatórios apontam transações milionárias suspeitas.
  • Osimar Vieira Nascimento: Policial Militar suspeito de integrar o núcleo político.
  • Josafá de Figueiredo Silva: Ex-assessor parlamentar, apontado como parte da rede de influência.
  • Alcir Queiroga Júnior, Bruno Renato Araújo e Ronilson Xisto Jordão: Presos por participação na engenharia financeira e suporte ao esquema.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar novos envolvidos e aprofundar a análise dos documentos e materiais apreendidos.

NOTA DA PREEFEITURA DE MANAUS

 

Prefeitura de Manaus esclarece que não é alvo da operação realizada nesta sexta-feira, 20/2, pela Polícia Civil do Estado do Amazonas. Conforme informado pelas próprias autoridades, nem o prefeito David Almeida nem a estrutura administrativa do município integram o objeto da investigação.

É inaceitável que setores da política tentem distorcer fatos para criar narrativas mentirosas e atingir a honra de quem tem trabalhado com responsabilidade pela cidade. A exploração oportunista de investigações que não envolvem a gestão municipal revela mais sobre os seus autores do que sobre os fatos.

A atual administração mantém compromisso absoluto com a legalidade, a transparência e o respeito às instituições. Qualquer servidor eventualmente investigado responderá individualmente por seus atos, nos termos da lei, sem prejuízo do funcionamento regular da máquina pública.

Manaus não pode ser refém de ataques especulativos nem de tentativas de desinformação. A verdade prevalece nos fatos, não nas insinuações.

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