Em ofensiva direta, Capitão Alberto Neto (PL) aponta elos entre a Facção CV e a gestão de David Almeida; silêncio de Léo Dias sobre o caso chama atenção

MANAUS – O cenário político na capital amazonense atingiu um novo patamar de tensão nesta semana. O Deputado Federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) utilizou suas redes sociais para desferir ataques diretos e documentados contra a administração do prefeito David Almeida (Avante), levantando suspeitas contundentes que ligam a cúpula da gestão municipal a figuras investigadas pelo crime organizado.

O teclado da discórdia: O “Fluxograma” da Gestão
A peça central da acusação é um organograma que posiciona o prefeito no centro de uma rede de influências que, segundo o parlamentar, transita “do crime à gestão”. As publicações sugerem que o erário público de Manaus estaria sendo exposto a riscos institucionais devido a relações não esclarecidas com indivíduos sob investigação policial.

O Silêncio sobre as Exonerações
Um dos pontos de maior desgaste para a Prefeitura é a manutenção de nomes citados em cargos de confiança. Apesar da gravidade das exposições, até o fechamento desta edição, não houve registro oficial de exonerações dos servidores ou colaboradores que figuram nas denúncias de Alberto Neto. A gestão municipal tem optado por tratar o caso como “manobra eleitoreira” e “desinformação”, enquanto a oposição intensifica a pressão por transparência absoluta.

Riscos jurídicos e pedidos de Impeachment
A retórica de Alberto Neto não se limita à crítica política; o deputado evocou o precedente histórico do impeachment do ex-presidente Collor, afirmando que os indícios atuais em Manaus seriam suficientes para o afastamento imediato do chefe do Executivo.

“Manaus merece respostas. Dinheiro público não pode conviver com dúvidas e muito menos com o crime organizado”, disparou o parlamentar em nota que já circula nos bastidores do Poder Legislativo como possível base para novas frentes de investigação.

A defesa do Paço Municipal
Em nota, a Prefeitura de Manaus nega qualquer irregularidade e afirma que as instituições municipais não são alvo de operações, classificando os ataques como tentativa de desestabilização política visando o pleito de 2026. O corpo jurídico do prefeito já monitora as postagens para eventuais medidas por calúnia e difamação, alegando que o debate está sendo “poluído por narrativas inverídicas”.

“O SILÊNCIO DOS INOCENTES (OU DOS ALIADOS?)”

“Enquanto as redes sociais fervem com as graves acusações de Capitão Alberto Neto sobre a suposta infiltração do Comando Vermelho na gestão municipal, um silêncio em particular tem ecoado nos bastidores: o de Léo Dias. O jornalista, conhecido por não poupar ninguém e por ter ‘sangue nos olhos’ ao revelar escândalos de corrupção e vida íntima de poderosos, parece ter ignorado os documentos que apontam ligações entre assessores diretos de David Almeida e a facção criminosa.

David, que já foi chamado de ‘queridinho’ por frequentar as colunas de Léo com notas elogiosas e coberturas de eventos festivos em Manaus, parece gozar de uma imunidade seletiva por parte do colunista, que até o momento não se pronunciou sobre o ‘PowerPoint do Crime’ apresentado pela oposição.”

Nota da Redação: Os citados nesta reportagem, incluindo o Prefeito David Almeida, sua assessoria direta e o jornalista Léo Dias, não foram contatados individualmente para esta edição por se tratar de fatos e documentos de ampla circulação pública e repercussão política imediata. No entanto, em respeito ao princípio do contraditório e ao direito de resposta, este portal reafirma que o espaço permanece integralmente à disposição de todos os mencionados para eventuais esclarecimentos, notas oficiais ou contestações que julguem necessárias.

Fonte: O Metropolitano News/SP.

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