MANAUS (AM) – O castelo de impunidade que protegia um dos nomes mais influentes do Judiciário amazonense finalmente ruiu. O desembargador aposentado Rafael Romano, condenado a mais de 40 anos de prisão por estupro de vulnerável contra a própria neta, teve sua prisão determinada pela Justiça do Amazonas.
O caso, que chocou o país pela crueldade e pelo fato de Romano ter sido, ironicamente, titular da Vara da Infância e da Juventude, entra agora em sua fase definitiva. Após anos de recursos protelatórios e manobras jurídicas que o mantiveram em liberdade, o esgotamento das vias judiciais e o novo entendimento do STF sobre crimes hediondos aceleraram o cumprimento da pena.
O “Lobo” na Vara da Infância
Rafael Romano foi acusado pela própria neta de abusos que começaram quando ela tinha apenas 7 anos de idade e se estenderam por quase uma década. O crime, além de destruir o seio familiar, manchou a toga de um magistrado que deveria ser o guardião das crianças e adolescentes do Amazonas.
Pressão por Justiça Real
A decisão de levar Romano ao cárcere em março de 2026 ecoa um clamor nacional: a sociedade não aceita mais a “aposentadoria compulsória” como prêmio para criminosos de toga. Enquanto o desembargador inicia o cumprimento de sua sentença, o debate avança no Congresso para o corte definitivo de proventos de magistrados condenados por crimes sexuais.
O Chumbo Grosso segue acompanhando o caso. Lugar de estuprador, não importa o cargo que ocupou, é na cadeia!





