MANAUS, AM — O caldeirão político e policial de Manaus ferveu de vez! Após denunciar nas redes sociais a existência de um “consórcio de perseguição”, o vereador Sargento Salazar — o mais votado da capital — cumpriu a promessa de “ligar o turbo”. O parlamentar usou a tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e, em um pronunciamento explosivo e sem papas na língua, colocou o dedo na ferida e mirou sua artilharia contra a cúpula do poder estadual.
“Tentaram comprar a mãe do meu filho”
Visivelmente revoltado, Salazar abriu o discurso cobrando providências imediatas sobre o grupo ligado ao atual presidente da ALEAM. A exigência foi pesada: o vereador demandou a exoneração imediata do Major Eduardo Reis, da Casa Militar , além de classificar o grupo envolvido no suposto esquema de coação como uma “facção” instalada no entorno do poder.
“Eu vim cobrar de você aqui providências, para saber se você vai exonerar essas pessoas que tentaram comprar a mãe do meu filho”, disparou o vereador no bombástico registro obtido no arquivo (ver vídeo).
O feitiço virou contra o feiticeiro: Salazar tem os áudios
Se os adversários tentaram cavar provas falsas e articular uma perseguição política para sufocar o mandato do Sargento usando sua ex-esposa, o jogo virou completamente. Salazar revelou no plenário da CMM que o feitiço contra-atacou: ele agora possui os áudios confidenciais vazados que expõem, com riqueza de detalhes, toda a armação arquitetada nos bastidores.
No vídeo, trechos das gravações são expostos. Em um deles, o nome do Major Reis é expressamente citado como o “intermediário” que ajudaria o grupo junto ao Governo. Em outro trecho vazado, uma mulher lamenta: “Isso aí era algo confidente, né? Só entre nós… pô, já vazou”.
Recado dado e “Turbo ligado”
Sobrou espaço até para um aviso cirúrgico ao deputado Diego Afonso, que havia questionado a postura do vereador: “Não compre uma briga que não é sua”. Salazar também fez questão de rechaçar qualquer narrativa de que teria atacado famílias de opositores, afirmando que “família é algo sagrado” e que suas cobranças sempre foram duras, mas institucionais (focadas em problemas da cidade, buracos e infraestrutura).
Com o semblante fechado e batendo na mesa da CMM, o vereador garantiu que não vai recuar um milímetro sequer diante de chantagens contra seus familiares. O aviso final foi claro: a fiscalização nas ruas vai triplicar e o “turbo” está oficialmente ligado.





