URGENTE: Major do Milhão preso pela ROTA-SP era “protegido” de Wilson Lima após escândalo de pirataria em 2022.

A Direita do Amazonas liderada por Sérgio Kruke e Salazar, Maria do Carmo, conhecidos lacradores contnuam calados.

MANAUS (AM) – O que era um flagrante policial em São Paulo transformou-se no maior escândalo de omissão administrativa da gestão Wilson Lima em 2026. A prisão do Major da Polícia Militar do Amazonas, Douglas Araújo Moura, flagrado pela ROTA com R$ 1,15 milhão em espécie, revela as entranhas de uma estrutura de “blindagem” que mantém oficiais sob suspeita no coração do poder.

O silêncio que custa R$ 35 Mil por Mês

Diferente do cidadão comum, que cumpre jornada rigorosa, o Major Douglas Moura operava como um “servidor fantasma” na Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Recebendo um salário bruto de R$ 35,8 mil, o oficial não possui registros de diárias, passagens ou missões oficiais no Portal da Transparência que justificassem sua presença em solo paulista em março de 2026.

A investigação do Portal Chumbo Grosso confirma: legalmente, o Major deveria estar em seu posto de trabalho em Manaus. Na prática, circulava pelo país com malas de dinheiro, sem ser incomodado pela cúpula da segurança.

Reincidência e conivência: O “Fio da Meada” de 2022

A suspeita de que o Major goza de proteção política não é infundada. Em julho de 2022, quando era Secretário Executivo Adjunto de Operações Integradas (SEAOP), Douglas Moura assinou a ordem de missão que enviou policiais para o interior do estado. O desfecho foi criminoso: a equipe foi detida em Maraã, acusada de atuar como “piratas do rio” — roubando cargas de traficantes e garimpeiros.

Na época, o governador Wilson Lima limitou-se a exonerá-lo do cargo de confiança. No entanto, a punição parou por aí. O oficial nunca foi afastado da ativa ou expulso da corporação, mantendo seus privilégios e influência, o que permitiu que ele evoluísse de “patrono de piratas” a “transportador de milhões”.

As Perguntas que Wilson Lima Não Responde

A inércia do Comando Geral da PMAM e do Secretário de Segurança, Coronel Vinícius, que já dura mais de 72 horas, levanta questionamentos urgentes sobre a responsabilidade do Chefe do Executivo:

  1. Por que o Major não foi punido rigorosamente após o escândalo de 2022?
  2. Quem autorizou a ausência do oficial de seu posto de trabalho para viajar a São Paulo?
  3. O Governo do Amazonas tinha conhecimento das atividades paralelas de seu “servidor fantasma”?

Crime de Responsabilidade

Juristas ouvidos pela nossa reportagem apontam que a manutenção de um oficial com esse histórico na folha de pagamento, sem a devida contraprestação de serviço e fiscalização, pode configurar prevaricação e crime de responsabilidade por parte da alta cúpula do Estado.

O Major Douglas Moura já provou que, com uma caneta na mão ou uma mala de dinheiro, atua à margem da lei. Resta saber quem, dentro do Palácio Rio Negro, continua segurando a sua mão.

 

Nota da Redação: O Portal Chumbo Grosso continuará monitorando os desdobramentos deste caso e já prepara pedidos via Lei de Acesso à Informação para expor os registros de frequência e os processos internos que foram “engavetados” em favor do oficial.

 

O Portal Chumbo Grosso reitera que o direito de resposta é um pilar fundamental da democracia e do jornalismo ético, estando este espaço permanentemente aberto para as manifestações oficiais do Major Douglas Araújo Moura, da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) e do Governo do Amazonas. Ressaltamos que os fatos aqui narrados baseiam-se em registros públicos, dados do Portal da Transparência e informações de inteligência protegidas pelo sigilo da fonte, prerrogativa constitucional que ampara o exercício do jornalismo investigativo na busca pela transparência e pelo interesse social.

 

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