Gás do Povo vira “Super Trunfo” de Lula no AM e dá fôlego para Marcelo Ramos e Omar Aziz

O governo Lula acaba de injetar um combustível de alta octanagem no tabuleiro político do Amazonas. Com a expansão do programa Gás do Povo, que em março contemplou mais de 226 mil famílias no estado, o Palácio do Planalto entrega de bandeja um argumento eleitoral poderoso para seus principais aliados locais: o senador Omar Aziz e o pré-candidato Marcelo Ramos.

O investimento de R$ 25,8 milhões apenas este mês não é apenas assistência social; é estratégia pura. No Amazonas, onde o custo logístico faz o preço do botijão castigar o bolso do ribeirinho e da periferia de Manaus, a recarga gratuita atinge o coração da maior fatia do eleitorado: a base da pirâmide.

O Fator “Fogo no Fogão”

Para Marcelo Ramos, que busca consolidar sua viabilidade na disputa pela prefeitura ou em composições majoritárias, o programa é o “cartão de visitas” ideal. Diferente de repasses financeiros que somem nas dívidas do mês, o botijão cheio é um benefício físico, visível e de consumo imediato. É o tipo de entrega que permite ao candidato dizer: “Nós trouxemos a solução para a sua cozinha”.

Omar Aziz, como o grande articulador de Lula no estado e peça-chave no Senado, também colhe os louros. Ao garantir que o Amazonas figure entre os destaques de investimento no Norte (atrás apenas do Pará), Omar reforça sua imagem de “ponte” eficiente com Brasília, essencial para manter prefeitos e lideranças do interior sob seu guarda-chuva.

Blindagem e Voto Feminino

Os números do programa revelam um alvo preciso: 84% das famílias beneficiadas no Amazonas são chefiadas por mulheres. Esse é exatamente o público que mais sente a inflação e que decide eleições. Ao substituir o uso perigoso de lenha e carvão pelo gás de cozinha, o governo cria uma blindagem social contra as críticas da oposição sobre o custo de vida.

O Jogo de Pressão no Interior

A capilaridade do programa, que quadruplicou o número de revendas credenciadas, faz o dinheiro girar no comércio local dos pequenos municípios. Isso dá aos aliados de Lula uma moeda de troca valiosa nas negociações com os “coronéis” do interior e vereadores, que agora têm um programa federal de alta aceitação para apresentar em suas bases.

Enquanto a oposição tenta se reorganizar, a base aliada de Lula no Amazonas já está com o “botijão cheio” para rodar o estado. Resta saber como os adversários vão reagir a essa ofensiva que une assistência social e pragmatismo eleitoral.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui