A crise das chuvas em Manaus ganhou um novo capítulo, desta vez no campo da retórica política. O prefeito Renato Júnior reagiu de forma incisiva às críticas que vem recebendo sobre a infraestrutura da cidade, acusando a bancada de oposição — citando indiretamente o Sargento Salazar — de atuar com fins puramente políticos.
A fala “Eu não vou ser herói de galeroso” marca uma estratégia de contra-ataque da gestão municipal. Ao rotular as críticas como “malandragem”, o prefeito tenta deslegitimar as denúncias feitas por parlamentares que têm percorrido as áreas afetadas pelos transbordamentos.
O embate levanta um debate sobre o limite entre a fiscalização parlamentar e a exploração política de tragédias urbanas. Enquanto a prefeitura alega que o trabalho de oposição ignora os esforços da gestão, os críticos afirmam que a reação agressiva do prefeito é uma tentativa de desviar o foco da falta de soluções para os problemas crônicos de drenagem na capital.
Texto: Ronaldo Aleixo.





